domingo, 31 de maio de 2026

Algumas Pessoas Fazem Terapia, Outras Jogam Lixo no Telhado dos Vizinhos

Olá, pessoas! ✨  

Domingão, último dia de maio. E aí, como foi o mês de vocês? Espero que tenha sido tranquilo, produtivo e com menos estresse do que o meu. 
Hoje eu queria falar sobre um assunto meio chato: vizinhos. 
Precisamos conversar sobre o ser humano. Ou melhor... sobre um ser humano específico que aparentemente acorda todos os dias e pensa: "Como posso perturbar a vida da minha vizinha hoje?" 
Porque, sinceramente, eu não consigo encontrar outra explicação. Do nada, há algum tempo( acho que desde do dia em que ele se mudou pra cá) , meu vizinho começou a jogar lixo na frente da minha casa. E quando eu digo lixo, não estou falando de uma folhinha que o vento carregou. Estou falando de caixas, sacolas, objetos velhos, sapatos... tudo que vocês conseguirem imaginar. A situação ficou tão chata que instalamos câmeras de segurança. 
E aí aconteceu algo curioso. Pessoas normais, quando descobrem que estão sendo filmadas, costumam parar de fazer coisa errada. Mas aparentemente meu vizinho decidiu desbloquear um novo nível da criatividade. Quando percebeu as câmeras, ele começou a jogar o lixo... no meu telhado. Sim. No telhado. Eu queria estar inventando isso. 
Só descobrimos porque precisávamos trocar a caixa d'água. Quando subiram lá em cima encontraram uma coleção de objetos que parecia uma exposição arqueológica da vizinhança. 

E sabe o que mais me incomoda? Eu nunca fiz absolutamente nada para esse homem. Nunca discuti. Nunca briguei. Nunca reclamei. Nunca nem tentei confrontá-lo porque tenho quase certeza de que isso só pioraria a situação. Então eu simplesmente ignoro. E mesmo assim a situação continua. 
Na época em que minhas cachorras ainda eram vivas, a mãe dele costumava jogar comida por cima do muro. Resultado? As duas ficaram muito doentes algumas vezes. Foi uma fase extremamente difícil e que até hoje me deixa triste quando lembro 😔. 

Mas o episódio mais recente conseguiu me deixar sem palavras. Fui limpar a calçada porque o mato estava crescendo bastante e encontrei uma verdadeira montanha de terra acumulada no pé da árvore que fica na frente da casa. Não era pouca coisa. Tinha facilmente três ou quatro baldes de areia ali. Como uma pessoa curiosa e já traumatizada pela experiência, fui verificar as câmeras. E adivinhem quem apareceu carregando terra? Exatamente. O alecrim dourado da vizinhança. 🙄 
O mais curioso é que ele é um homem adulto. Mora sozinho. Tem duas filhas. Parece ser um bom pai. Aí você olha e pensa: "Que pessoa madura." Mas então ele surge carregando baldes de terra para despejar na frente da casa dos outros e você fica: 🤷🏻‍♀️ Ué. 

Se eu pudesse escolher, moraria em uma ilha deserta. Sem trânsito. Sem confusão. Sem gente jogando lixo no meu telhado. Mas o problema não seja tão simples assim. Sinceramente acho triste quando as pessoas escolhem transformar pequenas convivências em guerras silenciosas. Se existe um problema comigo vem aqui e vamor conversar . Se algo incomoda, fala. A vida já é complicada o suficiente sem precisar transformar a rua em um reality show de baixa audiência. 

Mas falando sério agora... 
Às vezes eu fico me perguntando o que se passa na cabeça de uma pessoa que age dessa forma. E não digo isso por raiva, mas por genuína curiosidade mesmo. Porque não entra na minha cabeça que alguém acorde de manhã, olhe para uma sacola de lixo e pense: "Já sei! Vou jogar isso na frente da casa da vizinha,ela vai ama isso." Sério... eu simplesmente não consigo entender. 🤷🏻‍♀️ 
Voces podem estar pensando que aqui não passa coleta de lixo , ne? Mas eu digo que aqui onde eu moro a coleta de lixo passa todos os dias, inclusive aos sábados. Tem coleta seletiva, tem cata-treco, tem várias opções para descartar as coisas do jeito certo. Mas o abençoado parece olhar para todas essas alternativas e pensar: "Não,não... o aterro sanitário deve estar saturado, estou fazendo um bem para o planeta." E aí escolhe justamente a opção que dá mais trabalho e mais dor de cabeça para todo mundo, se eu ou alguém da minha familia fosse uma pesso explosiva que não tem nada a perder, como muitas por ai? Ou elesó taesperando um de nós reagir pra ele ... agir?  
É por isso que eu fico sem saber o que fazer e o que pensar. Será que ele realmente acredita que isso faz sentido? Será que ele acha divertido? Será que existe alguma lógica por trás disso que eu ainda não consegui compreender? Porque, sinceramente, eu não faço ideia. E talvez o mais frustrante seja justamente isso: eu também não faço ideia de como agir numa situação dessas. Tem problemas que a gente resolve conversando. Outros a gente resolve ignorando. Mas tem esse que é tão absurdo que você fica parado olhando para a cena pensando: "Isso está mesmo acontecendo ou eu entrei sem querer em algum episódio de câmera escondida?" 😅

"Vizinho, eu sinceramente não sei o que eu ou minha família fizemos para despertar em você essa necessidade quase artística de transformar a minha casa em ponto de descarte alternativo da vizinhança.  Mas, ainda assim, deixo aqui o meu mais sincero pedido de desculpas. Se em algum momento fizemos algo que te incomodou, ofendeu ou magoou, saiba que nunca foi nossa intenção. Eu não quero brigar, não quero discussão e muito menos uma guerra fria envolvendo lixo, areia, sapatos e sabe-se lá mais o quê. Eu só quero paz. 
Então, se existe algum motivo para tudo isso, algum mal-entendido ou alguma história que eu desconheço, a porta está aberta. Podemos sentar, tomar um café e conversar como dois adultos civilizados. Porque, honestamente, acredito que conversar ainda dá menos trabalho do que carregar baldes de terra para a frente da casa dos outros. 😅  
Então fica aqui o meu pedido de desculpas e também um convite para a paz. A vida já é complicada demais para a gente transformar a vizinhança em uma novela das oito. 
Com carinho, A vizinha que só quer viver em paz. ☕💜"

Agora me contem: Vocês já passaram por alguma situação parecida com vizinhos? Como lidaram com isso sem perder a paciência (ou a sanidade)? Porque eu estou ace itando dicas. Até o próximo post! 💜

PS: "Se você é meu vizinho e por acaso está lendo isso, saiba que o convite para o café continua de pé. Mas, por favor, deixe a areia em casa." ☕😂

quarta-feira, 27 de maio de 2026

PenPal - Amigo de cartas

 Olá, pessoas! 💌

Primeiramente quero dizer que estou muito feliz com as visitas de vocês aqui no blog! Sério, cada visualização e cada pessoa que passa por aqui deixa meu coração quentinho. 🥹 
Mas eu queria muito saber o que vocês estão achando do blog! Então, se puderem, deixem um comentário contando a opinião de vocês, sugestões, ideias… e até críticas construtivas também. Vou adorar ler tudo! 💜  
Ah! E se quiserem me seguir, é só clicar no botãozinho azul aí do lado direito e acompanhar as próximas postagens, ok? ✨ 

Bom… sem mais delongas, vamos ao assunto do dia: PenPal! 💌 

Acho que alguns de vocês já conhecem esse termo, mas pra quem nunca ouviu falar: PenPal (termo em inglês que significa literalmente “amigo de caneta”) é uma pessoa com quem você troca cartas regularmente. A ideia é construir amizades, compartilhar experiências, conhecer culturas diferentes e, muitas vezes, até praticar novos idiomas. 

E sim… eu sou apaixonada por isso desde criança. 🥹 Comecei a trocar cartas em 1989, quando eu tinha 9 anos. E aqui vai uma revelação bombástica: eu ODIAVA escrever 🙈. Minha letra era um verdadeiro garrancho ilegível! As professoras viviam mandando bilhetes no caderno pra minha mãe reclamando da minha caligrafia… mas meus pais nunca ligaram muito pra isso. Eles quase nem olhavam meus cadernos.  

Até que um dia minha tia Dete (era assim que chamávamos ela com carinho 💜) veio visitar a gente. Ela pegou um dos meus cadernos pra arrancar uma folha e acabou encontrando meus hieróglifos junto com todas as anotações das professoras. Nesse dia rolou uma pequena treta entre ela e meus pais. 👀 

Mas enfim… Minha tia resolveu tomar a situação nas próprias mãos e me deu um caderno de caligrafia. E olha… no começo eu queria morrer a ter que ficar copiando aquelas letras naquele caderno esquisito. 😂 Mas minha tia não desistiu de mim. Quando ela voltava pra São Paulo, ligava pra saber como eu estava indo, cobrava meus pais pra acompanharem mais meus estudos e fazia questão de participar da minha evolução. Resultado? Minha mãe começou a pegar no meu pé também. Tinha cobrança, castigo… mas eu continuava relutante porque odiava aquela obrigação toda. 

Então minha tia teve uma ideia genial. Ela começou a me escrever cartas. 💌 E dentro dos envelopes vinha uma infinidade de exercícios caligráficos divertidos, desenhos, frases e pequenos desafios. Foi aí que, sem perceber, eu comecei a tomar gosto pela escrita. Infelizmente perdi todas as cartinhas dela numa enchente que teve aqui anos depois. A água entrou em casa e molhou tudo. Não consegui salvar nenhuma. Foi uma tristeza enorme… até hoje fico triste quando lembro. 💔 

Na adolescência continuei procurando correspondentes naquelas revistinhas do João Bidu (isso ainda existe? 😂). E foi assim que encontrei muitos amigos de carta. O mais engraçado é que a maioria era homem! E sabe o que é mais curioso? Naquela época dava pra conversar com homens por carta sem receber foto do pinto 🐥 logo na primeira mensagem. Saudades de um tempo mais civilizado, né? 😂 Hoje em dia isso virou artigo raro. Atualmente tenho apenas um correspondente homem. 

Com o passar do tempo veio a era digital e muita gente abandonou as cartas pra migrar pro e-mail. Isso me deixou muito triste. Fiquei anos sem me corresponder com ninguém… Até encontrar um clube de cartas chamado “Mundo das Cartas” 💌.  Claro que me inscrevi na hora. Naquela época eu estava tentando sobreviver ao luto pela perda da minha mãe, e sinceramente… estava muito difícil seguir em frente. Trocar cartas me ajudou mais do que eu consigo explicar. Fiz amizades lindas, conheci pessoas incríveis e alguns desses correspondentes continuam comigo até hoje. Amo cada um deles de um jeito muito especial. 💜 

Pra mim, trocar cartas é muito mais do que simplesmente escrever. É carinho, memória, É afeto dentro de um envelope,um estilo de vida. E sinceramente? Não pretendo parar nunca. ✨ 

Hoje faço parte do clube de cartas “Envelope de Papel”. Fiquei um tempo afastada, mas estou voltando com tudo! Já escrevi 9 cartinhas novas e agora só falta criar coragem pra enfrentar a fila do correio. 😂📮 

Então, se você se interessou e quer fazer novos amigos postais, vou deixar aqui o link do site. É só clicar, se inscrever e esperar a confirmação. Depois disso, você já pode escolher pra quem enviar sua primeira cartinha. 💌 
Espero de coração que você encontre amizades sinceras, histórias bonitas e momentos especiais através das cartas… assim como eu encontrei. 💜✨

O Envelope de Papel : https://www.oenvelopedepapel.com/
Instagran: @ovenvelope_


 


sábado, 23 de maio de 2026

Livro - O Doce Veneno do Escorpião - Diário de uma Garota de Progama


Quando ouvi falar de O Doce Veneno do Escorpião, eu achava que encontraria apenas um livro cheio de relatos picantes e polêmicos. Afinal, a fama da Bruna Surfistinha sempre esteve ligada ao blog que explodiu na internet entre 2004 e 2011, chegando a receber cerca de 15 mil visitas por dia. E o “segredo” do sucesso era justamente os relatos detalhados dos programas que ela fazia com homens, mulheres e casais em seu flat. 
E sim… o livro tem cenas bem explícitas. Algumas até chocam pela quantidade. Teve momentos em que eu parei pra pensar: “Meu Deus, como alguém consegue viver assim?”. Segundo ela, chegavam a ser até seis programas por dia.😳 Dá pra imaginar o desgaste físico e emocional? Pois mesmo ela dizendo que gostava de se sentir desejada por pessoas variadas o peso e o vazio no final do dia deve bater forte, não é a toa que algumas garotas de programa apelam para as drogas para aguentar tantos programas.  
Mas o que mais me surpreendeu foi perceber que, por trás da personagem “Bruna Surfistinha”, existia a Raquel Pacheco. E foi justamente essa parte mais humana da história que mais me chamou a atenção.

Raquel era uma menina de classe média alta, estudou em bons colégios, tinha acesso a
muitas oportunidades… mas parecia carregar um vazio enorme dentro dela. Ela fala sobre inseguranças com o próprio corpo, episódios de bulimia, uso de antidepressivos e uma necessidade constante de se sentir aceita e desejada. A impressão que tive é que a Bruna acabou se tornando uma espécie de personagem criada para preencher dores que a Raquel não sabia lidar. 
Ela começou a beber e fumar muito cedo, entrou no mundo das drogas e acabou tendo vários comportamentos destrutivos. Em alguns momentos do livro, fiquei até irritada com certas atitudes dela, principalmente quando ela mesma admite que fazia coisas só para não parecer “careta” para os outros. Isso, pra mim, mostrou uma falta enorme de personalidade e também uma carência absurda de pertencimento. 

“Nunca mais minha mãe conversou comigo. Não sentiria nada se meu pai nunca mais olhasse na minha cara. Mas nunca mais ouvir ‘minha filha’ na voz acolhedora da minha mãe talvez seja o mais perto da solidão da morte que já cheguei.”

Mas a parte que mais me revoltou foi a relação dela com os pais. Quando descobriram os roubos dentro de casa, a reação do pai foi extremamente agressiva. Segundo ela, apanhou várias vezes, e em um momento chegou a implorar para que ele parasse ou simplesmente a matasse logo. Foi impossível ler isso sem sentir um aperto no peito. Depois disso, o silêncio dentro da própria casa parece ter machucado ainda mais. Os pais passaram a ignorá-la completamente, mesmo morando sob o mesmo teto. E, sinceramente? Eu entendo a dor, a decepção e o desespero deles diante de tudo o que estava acontecendo… mas não consegui deixar de pensar que aquilo só afastou ainda mais a filha. Faltou diálogo. Faltou alguém perguntar: “o que está acontecendo com você?”. Talvez isso não mudasse porra nenhum. Talvez mudasse muita coisa, mas uma coisa ficaria clara, eles  se importavam de verdade com ela. E sinseramente acho que foi esse silencio que a fez ter certeza da partida.

Comprei esse livro lá em 2011, na época do lançamento do filme Bruna Surfistinha, e só fui ler agora em 2026.
Achei que encontraria algo parecido com romances hot ou dark romances que vemos hoje em dia, mas me enganei bastante. Apesar dos relatos sexuais serem parte importante da obra, o livro também mostra dores emocionais, traumas, carência afetiva e a busca desesperada por validação. A leitura é extremamente fluida. Eu, que sou lenta para ler, terminei em 4 ou 5 dias. E acho que esse foi um dos pontos que mais me surpreenderam. 
No geral, gostei da experiência. Não porque concordei com tudo — muito pelo contrário — mas porque foi um livro que furou minha bolha e me fez refletir bastante sobre abandono emocional, autoestima, excessos e escolhas.  

E você? Já leu O Doce Veneno do Escorpião? O que achou da leitura? Me conta nos comentários. 💬📚


Título: O doce veneno do escorpião 
Autor(a): Bruna Surfistinha (Raquel Pacheco) 
Editora: Panda Books 
Ano: 2005 
Páginas: 172
⭐⭐⭐ Nota: 4/5

terça-feira, 5 de maio de 2026

Filme : Nasce uma estrela - Pecisamos conversar.

Olá, pessoas! ✨
Senta aqui comigo porque eu preciso MUITO conversar sobre um filme que acabou comigo... 

Já passava da meia-noite. A casa em silêncio, aquela sensação de cansaço misturada com insônia… e eu só queria distrair a cabeça com qualquer coisa leve. 
Fui rolando a Netflix sem muita atenção, até que uma capa de um filme me fez parar.Tinha uma faixa vermelha embaijo que dizia “Indisponível em breve”. Curiosa, cliquei pra ver quanto tempo eu tinha pra assistir e infelizmente eu não tinha muito tempo só até o dia 6 de maio. Não pensei muito. Dei play. 
O filme tinha 2h15 de duração, mas eu mesma me convenci: se eu não aguentar, termino amanhã. Só que eu não sabia… que não ia conseguir parar. E muito menos que não sairia dele a mesma pessoa. 
 
Nasce uma Estrela me pegou de um jeito que eu não sei explicar direito… mas vou tentar. 
Logo no começo, eu já fui surpreendida. Confesso que não esperava tanto da Lady Gaga como atriz. Mas, meu Deus… ela não só atua — ela sente. E canta de um jeito que arrepia. E ao lado de Bradley Cooper, então… a conexão é absurda. Eu amo a voz dele não sei explicar ela é rouca, intensa… impossível não se envolver. 
No início, eu já fiquei tensa. Achando que o Jack ia fazer algum merda sei lá machucar a Ally de alguma forma, o cara era um alcolatra e ainda usava drogas, na minha cabeça aquilo tinha tudo para desmoronar rápido. Mas não. 
Ele acreditou nela antes mesmo de conhecê-la direito. Ele a coloca no palco. Ele a viu como ela realmente é. E ali começa uma história de amor que tinha tudo pra ser linda… se não fosse tão dolorosamente real. Porque o amor estava ali. Mas os vícios também estavam. E eles eram mais fortes. 😔
 Conforme o filme avança, a gente vê o Jack se perdendo. Afundando cada vez mais no álcool, nas drogas, na própria dor. A carreira dele desmoronando, o corpo dando sinais, os ouvidos falhando… e mesmo assim ele se recusa a se cuidar. E aí vem aquela sensação incômoda: isso não começou ali. Fica claro que o buraco é mais fundo. Que ele vem de uma história quebrada, de um passado marcado por um pai alcoólatra… por falta de referência, por ausência de cuidado. E isso me fez pensar — e que eu acho que a gente precisa falar mais: 

Filhos não são bichinhos de estimação. Aquele serzinho que chega tão pequeno, tão dependente, tão inteiro na sua confiança em você… é uma pessoa, com sentimentos, com medos, com uma esponja emocional que absorve tudo — o que você faz, o que você fala, e principalmente o que você não fala. O exemplo ecoa. Às vezes alto, às vezes em silêncio. Mas ecoa. Ele aparece na forma como esse filho vai se ver no espelho um dia. Em como vai enfrentar a dor. Em como vai reagir quando a vida apertar — e a vida sempre aperta não é ?
É o exemplo dos pais que muitas vezes decide se essa pessoa vai se destruir… ou vai se salvar. O Jack me partiu o coração exatamente por isso. Ele tinha uma dor real, legítima — a perda da audição não é pouca coisa, é perder uma parte de si mesmo. Mas em vez de buscar ajuda, ele foi afogando essa dor no álcool, nas drogas, na negação. E quem pagou o preço mais alto não foi ele. Foram exatamente aqueles que ele dizia amar. 
Isso é o tipo de coisa que dói de ver — não porque é ficção, mas porque é real demais. Acontece todo dia, em casas de verdade, com pessoas de verdade. Triste não é nem a palavra certa. É devastador. 

O momento da premiação foi difícil de assistir. Aquilo ali já era o fundo do poço… ou pelo menos eu achei que fosse. Mas não era. Porque depois da reabilitação, quando tudo parece que pode melhorar… vem o silêncio. Vem o peso. Vem a culpa. E o final… O final me quebrou. 😭 Eu chorei. E não foi pouco. Mas não foi só pela história. Foi pela dor dele. Pela sensação sufocante de ser um peso pra quem você ama. De não se reconhecer mais. De ver tudo que você construiu escorrendo pelos dedos… e acreditar que o mundo talvez fosse melhor sem você. E isso… isso dói de um jeito que fica. 

Quando o filme acabou, eu fiquei ali. Parada. Olhando os créditos subirem na tela, mas com a cabeça longe… tentando entender tudo que eu estava sentindo. 

Nasce uma Estrela não é só um filme sobre amor. É sobre dor. Sobre perda. Sobre vícios. Sobre escolhas. Sobre o peso invisível que algumas pessoas carregam todos os dias. E talvez… sobre como nem todo mundo consegue sair do fundo do poço. 
Algumas pessoas… só caem. 
E isso é o que mais assusta.

Bagunças Favoritas da Semana