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sábado, 11 de julho de 2026

Diário de uma quase empreendedora. #01

 Olá, pessoas!
Estou viva! Olha só que notícia maravilhosa. 😌 

Andei sumida porque entrei na missão de virar empreendedora. Ou, sendo mais sincera, estou tentando descobrir alguma coisa que eu goste de fazer e que, de preferência, também pague os boletos. 
Nessa minha jornada pelo vasto universo do empreendedorismo, fui bombardeada por vídeos de mulheres dizendo que faturavam até R$ 5 mil por mês vendendo trufas. 
E lá fui eu... Assisti centenas de video-aulas, pesquisei receitas, técnicas, embalagens, validade, fornecedores... 
Em pouco tempo eu já estava completamente enfeitiçada pela promessa de enriquecer 💲💲 vendendo bolinhas de chocolate. Mal sabia eu o que estava por vir. 
Primeira descoberta: fazer trufas não é tão simples quanto a internet faz parecer. 
Você precisa ser rápida para o chocolate não endurecer antes de preencher as forminhas. Também tem que tomar cuidado para não desperdiçar chocolate, porque desperdício é igual a prejuízo. E, depois de ver o preço do chocolate, você passa a tratar cada pedacinho como se fosse ouro derretido. 🍫💸
O recheio precisa de atenção redobrada, porque qualquer deslize pode azedar, principalmente os que levam leite ou frutas. Esses pequenos detalhes... curiosamente... ninguém conta nos vídeos. Que coincidência, não é? 🤡 

Depois de finalmente conseguir terminar as trufas, veio o verdadeiro chefão da fase: 
A limpeza da cozinha. Minha gente... Eu passei quase duas horas tentando limpar aquela
zona de guerra. 
Tinha chocolate na bancada, no fogão, nos utensílios, na pia... Acho que, se eu olhasse no espelho, teria chocolate até na testa,no cabelo.... E o pior? 
O bendito chocolate parecia fazer parte da mobília. Não saía por nada. Já estava aceitando que minha cozinha seria oficialmente uma fábrica de chocolate eterna,foi ai que resolvi pesquisar na internet. A solução? Água quente. Só isso. ÁGUA. QUENTE. Naquele momento eu senti que fui enganada pela vida. Corri para testar, sem esperança nenhuma... e, para minha surpresa, funcionou! Eu dei um grito tão alto quando vi aquele monte de chocolate simplesmente derretendo que quase chorei de emoção. 😅
Depois de horas esfregando igual uma condenada, bastava... água quente. Quem foi o gênio que escondeu essa informação? 

Depois de toda essa aventura, as trufinhas ficaram até bonitinhas. Não estavam perfeitas, mas estavam apresentáveis. E, modéstia à parte... deliciosas! 

Minhas primeiras trufinhas

Aí chegou a parte que, na minha cabeça, seria a mais fácil: Vender. Afinal... É chocolate! Quem, em sã consciência, recusa chocolate? 
Bom... aparentemente muita gente. Fiz cerca de 100 trufas nos sabores brigadeiro, morango e coco (meus favoritos). 
Resultado? Se vendi 30, foi muito. 😌 Ou as pessoas já tinham fornecedor oficial de trufas, ou simplesmente olharam para mim e pensaram: "Hoje não queridinha." 
Confesso que bateu um desânimo. Depois de tanto trabalho, pesquisa, esforço e algumas crises existenciais... ninguém queria nem experimentar. 😭

Na época da faculdade eu tinha uma colega que vendia trufas maravilhosas. Eu era apaixonada pela de brigadeiro. Ela dizia que conseguia pagar praticamente a faculdade inteira com as vendas. Se não me engano, a mensalidade era uns R$ 450. Então fiquei pensando... Se ela conseguiu... por que eu não consigo? Será que ainda dá certo? Será que cheguei alguns anos atrasada? Ou será que o universo decidiu que meu talento é comer chocolate, e não vender? Sinceramente, não sei. 
Eu adoro cozinhar. Gosto mesmo. Mas dá uma desanimada quando você passa horas trabalhando, fica com dor nas pernas,chocolate grudado no cabelo e transforma a cozinha num cenário pós-apocalíptico e, no fim, volta para casa com quase todas as trufas na mochila. 
Mas faz parte, né? Empreender é isso: um dia você sonha em abrir uma empresa de sucesso... no outro está pesquisando desesperadamente no Google "como conseguir mais clientes" e "como aumentar as vendas sem precisar vender a alma". 

Se você já tentou empreender, me conta aqui nos comentários. Deu certo? Deu errado? Você desistiu? Persistiu? Virou milionário ou só ganhou uma boa história para contar? 
E, se tiver alguma ideia de negócio para uma pessoa cheia de vontade, pouca experiência e muito bom humor... aceito sugestões! 
Agora eu vou ficando por aqui. Ainda tenho algumas trufas esperando um dono.
 Me desejem sorte... e, se possível, clientes também. 😂🍫

domingo, 14 de junho de 2026

O preço de amar alguém que nunca esteve realmente ao seu lado

Olá, pessoas! Eu sei, eu sei... andei meio sumida daqui do blog e peço desculpas por isso. 
A vida adulta é uma coisa curiosa: às vezes ela é maravilhosa, cheia de pequenas conquistas e momentos que fazem a gente pensar "até que vale a pena pagar boleto". Mas, na maior parte do tempo, ela simplesmente resolve testar a nossa paciência e sanidade mental. 
Entre trabalho, responsabilidades, cansaço e a eterna sensação de que o dia deveria ter umas cinco horas a mais, fui deixando esse cantinho de lado. 
Mas sobrevivi. E estou de volta 😇
Só que, em vez de falar sobre livros, séries ou alguma obsessão aleatória da semana, hoje trouxe um assunto um pouco mais melancólico. Não porque eu esteja sofrendo por amor (podem guardar os lencinhos), mas porque acompanhei de perto o fim de um relacionamento que durou incríveis 19 anos. E isso me fez pensar em uma pergunta que provavelmente todo mundo já fez em algum momento da vida: Como alguém consegue simplesmente virar a página depois de uma história inteira construída ao lado de outra pessoa? 
Foi pensando nisso que nasceu o texto de hoje. Então pega um café, um chá ou um pedaço de bolo e vem refletir comigo sobre amor, despedidas, e as péssimas decisões que às vezes tomamos quando entregamos nosso coração para a pessoa errada.💔

Vocês já terminaram um relacionamento em algum momento da vida, certo? Agora imaginem um relacionamento longo. Daqueles em que você deposita toda a sua energia, faz de tudo pela pessoa, abre mão de si mesmo, tenta agradar, apoia, incentiva, presenteia e acredita que está construindo um futuro ao lado dela. E então, quando você pensa que as coisas não poderiam estar melhores... a pessoa simplesmente termina tudo. Do nada. 
A justificativa? Você não a satisfaz em nada, não faz as coisas que ela gostaria e ainda não se enturma com as amigas "maravilhosas" dela. 
Eu, sinceramente, não entendo. O que exatamente uma pessoa assim procura? 


Vocês devem estar se perguntando por que estou falando sobre relacionamentos se nem tenho um. Bom... uma pessoa muito próxima de mim acabou de terminar um relacionamento de 19 anos. Isso mesmo: dezenove anos. Uma vida inteira dedicada a alguém que, olhando de fora, talvez nunca tenha dado o mesmo valor em troca. 
Acho que ele estava tão apaixonado que não conseguiu enxergar quem realmente era a pessoa em quem apostou todas as fichas. No lugar dele, eu me sentiria usada e depois descartada. Durante 19 anos ele deixou a própria família de lado para atender aos caprichos da princesa 👑, comprava presentes caros, fazia viagens, organizava a vida inteira em função dela. Raramente recebia a mesma dedicação. 

Só pra ter noção do tamanho disso: em 19 anos dava pra terminar duas faculdades, aprender três idiomas, maratonar a filmografia inteira da Marvel umas dez vezes e ainda sobrar tempo pra plantar uma horta. Ele gastou esse tempo carregando as sacolas de alguém que nem virava o rosto pra dizer obrigado. 😠
Sempre achei esse nível de entrega exagerado. Ele praticamente se anulava para satisfazê-la. E para quê? Para que, na primeira oportunidade, ela simplesmente o chutasse para fora da própria vida como se ele não tivesse importância alguma. 
Lembro que, no início do relacionamento, ela sequer queria assumir que estavam juntos. Preferia mantê-lo como um segredo. Mesmo assim, ele permaneceu ali, acreditando que um dia tudo mudaria. Nos últimos anos eles viajaram juntos, ele pagava tudo o que podia e o que não podia,e parecia genuinamente feliz. Eu realmente pensei que logo estariam morando juntos. Mas eu estava enganada. Depois de receber um presente romântico e cheio de carinho, ela resolveu terminar. 

Dezenove anos. Puta que pariu... dezenove anos.😳 Não consigo parar de pensar nesse número. Ele tinha apenas vinte anos quando começaram a namorar. Uma juventude inteira pela frente, inúmeras possibilidades, e escolheu investir tudo em alguém que talvez nunca o tenha amado da mesma forma. 
Me lembro quando terminei o meu último relacionamento de apenas um ano, achei que morreria de tanto chorar. Nem consigo imaginar o que alguém sente ao perder uma relação que ocupou quase duas décadas da sua vida. 

Sigmund Freud descrevia o término amoroso como uma ferida narcísica. Segundo ele, sofremos porque nossa energia psíquica  (libido) estava profundamente investida no outro. Quando esse vínculo acaba, é necessário um doloroso trabalho de luto para retirar essa energia e, aos poucos, direcioná-la novamente para nós mesmos e para novos afetos. Traduzindo o Freud pro português de quem tá possesso: chorar é necessário, mas que pena que, nessa história, só um lado pagou o preço da entrega total. 

Pensando nisso, lembrei de um episódio de Black Mirror. Nele, as pessoas possuem um implante capaz de acessar qualquer memória com um simples e pequeno controle remoto. Confesso que, em dias de coração partido, essa tecnologia parece um sonho. Imagina poder apertar um botão e apagar a pessoa da memória? Nada de lembrar mensagens antigas, viagens, músicas, fotos ou promessas. E, quando a ex aparecesse feliz com outra pessoa na sua frente, você simplesmente perguntaria: — Desculpa... a gente se conhece? Seria maravilhoso. Ou talvez não. Porque, por mais cruel que seja, a dor também faz parte daquilo que nos transforma. Ela ensina, amadurece e, principalmente, devolve para nós mesmos a energia que durante tanto tempo foi entregue a alguém. 
Uma amiga sempre dizia que a melhor forma de superar um término era encontrar um novo amor. Eu nunca consegui fazer isso. Sempre achei que um coração quebrado precisa de tempo, silêncio, amigos, filmes ruins, comida boa, algumas lágrimas e, principalmente, muito amor-próprio antes de tentar amar outra pessoa. No fim das contas, talvez a maior lição dos relacionamentos seja esta: amar alguém é bonito, mas desaparecer dentro desse amor nunca é. Nenhum relacionamento deveria exigir que você deixasse de existir para manter o outro feliz. 
Sinceramente se algum dia inventarem um botão ou controle remoto para apagar ex da memória, eu provavelmente vou comprar na pré-venda 😬. Mas, pensando bem... talvez sejam justamente essas cicatrizes que nos impedem de entregar o coração para quem nunca pretendeu segurá-lo de verdade.

E vocês? Como reagem a um término? 
Acham que existe um jeito certo de superar alguém? 

Eu de coração espero que essa pessoa tão querida consiga seguir em frente rapidamente.

E se a então ex um dia perceber o que perdeu? 
Talvez perceba. Talvez a ausência faça aquilo que a presença nunca conseguiu: mostrar o valor de quem sempre esteve ali. 
Eu, sinceramente, espero que isso não aconteça. Quem despreza um amor sincero dificilmente entende seu valor enquanto o possui. Ainda assim, somos humanos. Somos feitos de recaídas, esperança e uma estranha capacidade de acreditar que, desta vez, será diferente. Se um reencontro acontecer, torço para que não seja uma repetição da mesma história. Que o amor deixe de ser um ato de renúncia unilateral e passe a ser uma construção compartilhada. Afinal, um relacionamento saudável não é quando uma pessoa se anula para fazer a outra feliz. É quando duas pessoas caminham juntas, sem que nenhuma precise deixar de ser quem é para continuar sendo amada.

Hoje dói, amanhã ainda vai doer, mas tenho a impressão de que esse término foi um livramento. Quem sabe, daqui a algum tempo, ele olhe para trás e perceba que não perdeu o amor da vida dele. Apenas deixou para trás alguém que nunca soube enxergar o valor que ele sempre teve.

domingo, 31 de maio de 2026

Algumas Pessoas Fazem Terapia, Outras Jogam Lixo no Telhado dos Vizinhos

Olá, pessoas! ✨  

Domingão, último dia de maio. E aí, como foi o mês de vocês? Espero que tenha sido tranquilo, produtivo e com menos estresse do que o meu. 
Hoje eu queria falar sobre um assunto meio chato: vizinhos. 
Precisamos conversar sobre o ser humano. Ou melhor... sobre um ser humano específico que aparentemente acorda todos os dias e pensa: "Como posso perturbar a vida da minha vizinha hoje?" 
Porque, sinceramente, eu não consigo encontrar outra explicação. Do nada, há algum tempo( acho que desde do dia em que ele se mudou pra cá) , meu vizinho começou a jogar lixo na frente da minha casa. E quando eu digo lixo, não estou falando de uma folhinha que o vento carregou. Estou falando de caixas, sacolas, objetos velhos, sapatos... tudo que vocês conseguirem imaginar. A situação ficou tão chata que instalamos câmeras de segurança. 
E aí aconteceu algo curioso. Pessoas normais, quando descobrem que estão sendo filmadas, costumam parar de fazer coisa errada. Mas aparentemente meu vizinho decidiu desbloquear um novo nível da criatividade. Quando percebeu as câmeras, ele começou a jogar o lixo... no meu telhado. Sim. No telhado. Eu queria estar inventando isso. 
Só descobrimos porque precisávamos trocar a caixa d'água. Quando subiram lá em cima encontraram uma coleção de objetos que parecia uma exposição arqueológica da vizinhança. 

E sabe o que mais me incomoda? Eu nunca fiz absolutamente nada para esse homem. Nunca discuti. Nunca briguei. Nunca reclamei. Nunca nem tentei confrontá-lo porque tenho quase certeza de que isso só pioraria a situação. Então eu simplesmente ignoro. E mesmo assim a situação continua. 
Na época em que minhas cachorras ainda eram vivas, a mãe dele costumava jogar comida por cima do muro. Resultado? As duas ficaram muito doentes algumas vezes. Foi uma fase extremamente difícil e que até hoje me deixa triste quando lembro 😔. 

Mas o episódio mais recente conseguiu me deixar sem palavras. Fui limpar a calçada porque o mato estava crescendo bastante e encontrei uma verdadeira montanha de terra acumulada no pé da árvore que fica na frente da casa. Não era pouca coisa. Tinha facilmente três ou quatro baldes de areia ali. Como uma pessoa curiosa e já traumatizada pela experiência, fui verificar as câmeras. E adivinhem quem apareceu carregando terra? Exatamente. O alecrim dourado da vizinhança. 🙄 
O mais curioso é que ele é um homem adulto. Mora sozinho. Tem duas filhas. Parece ser um bom pai. Aí você olha e pensa: "Que pessoa madura." Mas então ele surge carregando baldes de terra para despejar na frente da casa dos outros e você fica: 🤷🏻‍♀️ Ué. 

Se eu pudesse escolher, moraria em uma ilha deserta. Sem trânsito. Sem confusão. Sem gente jogando lixo no meu telhado. Mas o problema não seja tão simples assim. Sinceramente acho triste quando as pessoas escolhem transformar pequenas convivências em guerras silenciosas. Se existe um problema comigo vem aqui e vamor conversar . Se algo incomoda, fala. A vida já é complicada o suficiente sem precisar transformar a rua em um reality show de baixa audiência. 

Mas falando sério agora... 
Às vezes eu fico me perguntando o que se passa na cabeça de uma pessoa que age dessa forma. E não digo isso por raiva, mas por genuína curiosidade mesmo. Porque não entra na minha cabeça que alguém acorde de manhã, olhe para uma sacola de lixo e pense: "Já sei! Vou jogar isso na frente da casa da vizinha,ela vai ama isso." Sério... eu simplesmente não consigo entender. 🤷🏻‍♀️ 
Voces podem estar pensando que aqui não passa coleta de lixo , ne? Mas eu digo que aqui onde eu moro a coleta de lixo passa todos os dias, inclusive aos sábados. Tem coleta seletiva, tem cata-treco, tem várias opções para descartar as coisas do jeito certo. Mas o abençoado parece olhar para todas essas alternativas e pensar: "Não,não... o aterro sanitário deve estar saturado, estou fazendo um bem para o planeta." E aí escolhe justamente a opção que dá mais trabalho e mais dor de cabeça para todo mundo, se eu ou alguém da minha familia fosse uma pesso explosiva que não tem nada a perder, como muitas por ai? Ou elesó taesperando um de nós reagir pra ele ... agir?  
É por isso que eu fico sem saber o que fazer e o que pensar. Será que ele realmente acredita que isso faz sentido? Será que ele acha divertido? Será que existe alguma lógica por trás disso que eu ainda não consegui compreender? Porque, sinceramente, eu não faço ideia. E talvez o mais frustrante seja justamente isso: eu também não faço ideia de como agir numa situação dessas. Tem problemas que a gente resolve conversando. Outros a gente resolve ignorando. Mas tem esse que é tão absurdo que você fica parado olhando para a cena pensando: "Isso está mesmo acontecendo ou eu entrei sem querer em algum episódio de câmera escondida?" 😅

"Vizinho, eu sinceramente não sei o que eu ou minha família fizemos para despertar em você essa necessidade quase artística de transformar a minha casa em ponto de descarte alternativo da vizinhança.  Mas, ainda assim, deixo aqui o meu mais sincero pedido de desculpas. Se em algum momento fizemos algo que te incomodou, ofendeu ou magoou, saiba que nunca foi nossa intenção. Eu não quero brigar, não quero discussão e muito menos uma guerra fria envolvendo lixo, areia, sapatos e sabe-se lá mais o quê. Eu só quero paz. 
Então, se existe algum motivo para tudo isso, algum mal-entendido ou alguma história que eu desconheço, a porta está aberta. Podemos sentar, tomar um café e conversar como dois adultos civilizados. Porque, honestamente, acredito que conversar ainda dá menos trabalho do que carregar baldes de terra para a frente da casa dos outros. 😅  
Então fica aqui o meu pedido de desculpas e também um convite para a paz. A vida já é complicada demais para a gente transformar a vizinhança em uma novela das oito. 
Com carinho, A vizinha que só quer viver em paz. ☕💜"

Agora me contem: Vocês já passaram por alguma situação parecida com vizinhos? Como lidaram com isso sem perder a paciência (ou a sanidade)? Porque eu estou ace itando dicas. Até o próximo post! 💜

PS: "Se você é meu vizinho e por acaso está lendo isso, saiba que o convite para o café continua de pé. Mas, por favor, deixe a areia em casa." ☕😂

terça-feira, 28 de abril de 2026

Meu Recomeço Literário

Olá, pessoas! Tudo bem por aí?
 Eu sinceramente espero que sim. E caso não esteja — bem-vindo ao clube, temos café,livros e muita bgunça organizada. 

Sei que provavelmente ainda não tenho leitores aqui. Vivemos na era dos vídeos de 15 segundos, e eu aqui, teimosa, digitando parágrafos como se fosse 2008. Mas tudo bem. Escrevo por amor e talvez por uma pitada saudável de teimosia. 😄 
Mas chega de filosofia, porque hoje eu vim comemorar um feito HISTÓRICO na minha vida literária. 🥁 

Em abril, eu li dois livros seguidos. Sim. Um depois do outro. Consecutivamente. 
Eu sei que pra muita gente isso parece pouco, mas pra mim foi praticamente uma conquista olímpica. 
Normalmente quando termino um livro, fico semanas processando a história na minha cabeça como se fosse luto literário. 
Sabe aquela vontade incontrolável de falar sobre um filme assim que os créditos sobem? Aquele impulso de virar pra alguém e despejar tudo — "mas você viu quando ele fez aquilo?!" — e ficar ali analisando cada detalhe? Comigo é exatamente assim com livros. A diferença é que geralmente não tem ninguém do lado pra aguentar receber esse despejo. 😅
Então aprendi com uma amiga muito querida que conheci pela troca de cartas — sim, cartas de papel, com envelope e tudo — a hábito de escrever tudo sobre o livro num caderninho. (Lu, saudades 💛) .Mas não faço um resumo certinho, organizado, com introdução e conclusão  como ela faz— isso seria sensato demais pra mim. Eu escrevo o que senti em cada capítulo. É quase um desabafo por escrito, sabe? Uma conversa que eu precisava ter com alguém e acabei tendo comigo mesma. Menos solidão literária, mais catarse. Funciona. 😄

Mas voltando à conquista: dois livros, gente. Eu tô me sentindo uma intelectual. Uma erudita. Uma pessoa que tem a vida sob controle. (Não tenho. Mas o sentimento é muito  bom.) 
Os livros do mês: O primeiro foi Laços Inquebráveis— que já tem resenha aqui no blog. Resumo rápido: me irritou bastante, quase larguei, mas no final o saldo foi positivo. Uma história fofa de romance, família e perdão. Daquelas que você ama reclamar mas termina com um sorrisinho no rosto e o coraçõ quentinho. 

O segundo foi :O Doce Veneno do Escorpião, que comprei no Kindle
há muuuito tempo e vivia ignorando na biblioteca (aquela culpa de livro não lido é real). Eu esperava algo mais bombástico, cheio de revelações chocantes… e encontrei basicamente um diário. Calmo, fluido, honesto. Me surpreendeu! Terminei em 4 ou 5 dias — o que, no meu ritmo, equivale a uma maratona. E esse ânimo todo me jogou direto no terceiro livro do mês: A Última Carta de Amor, da Jojo Moyes. Eu tinha começado a ler em agosto do ano passado, mas precisei pausar quando meu pai caiu no quintal e quebrou o braço — o caos foi tamanho que nem respirar direito eu conseguia, imagine ler. 
Agora retomei… do zero. Porque não lembrava mais de nada do que li 😂 A velhice não avisa, ela simplesmente chega e apaga tudo. 

Meta de leitura 2026: 10 livros. Um sonho ler tanto em um ano 
Meta honesta de leitura 2026: 5 livros e zero culpa. 

E por falar em metas — vocês leem quanto por ano? 
Pergunto porque eu tive um vizinho que lia 19 livros por mês. Leitor nivel Hardcore ele trabalhava de segunda a segunda, criava a filha sozinho e ainda assim: 19 livros. Eu ficava olhando pra ele com uma mistura de admiração e suspeita. Isso não é leitura, isso é superpoder. O homem devia ter 30 horas no dia ou um clone guardado no armário. 😂

Bom, é isso por hoje! Se você chegou até aqui, já é meu leitor favorito — e olha que a concorrência não tá lá muito acirrada 😄

Bagunças Favoritas da Semana