Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens

sábado, 23 de maio de 2026

Livro - O Doce Veneno do Escorpião - Diário de uma Garota de Progama


Quando ouvi falar de O Doce Veneno do Escorpião, eu achava que encontraria apenas um livro cheio de relatos picantes e polêmicos. Afinal, a fama da Bruna Surfistinha sempre esteve ligada ao blog que explodiu na internet entre 2004 e 2011, chegando a receber cerca de 15 mil visitas por dia. E o “segredo” do sucesso era justamente os relatos detalhados dos programas que ela fazia com homens, mulheres e casais em seu flat. 
E sim… o livro tem cenas bem explícitas. Algumas até chocam pela quantidade. Teve momentos em que eu parei pra pensar: “Meu Deus, como alguém consegue viver assim?”. Segundo ela, chegavam a ser até seis programas por dia.😳 Dá pra imaginar o desgaste físico e emocional? Pois mesmo ela dizendo que gostava de se sentir desejada por pessoas variadas o peso e o vazio no final do dia deve bater forte, não é a toa que algumas garotas de programa apelam para as drogas para aguentar tantos programas.  
Mas o que mais me surpreendeu foi perceber que, por trás da personagem “Bruna Surfistinha”, existia a Raquel Pacheco. E foi justamente essa parte mais humana da história que mais me chamou a atenção.

Raquel era uma menina de classe média alta, estudou em bons colégios, tinha acesso a
muitas oportunidades… mas parecia carregar um vazio enorme dentro dela. Ela fala sobre inseguranças com o próprio corpo, episódios de bulimia, uso de antidepressivos e uma necessidade constante de se sentir aceita e desejada. A impressão que tive é que a Bruna acabou se tornando uma espécie de personagem criada para preencher dores que a Raquel não sabia lidar. 
Ela começou a beber e fumar muito cedo, entrou no mundo das drogas e acabou tendo vários comportamentos destrutivos. Em alguns momentos do livro, fiquei até irritada com certas atitudes dela, principalmente quando ela mesma admite que fazia coisas só para não parecer “careta” para os outros. Isso, pra mim, mostrou uma falta enorme de personalidade e também uma carência absurda de pertencimento. 

“Nunca mais minha mãe conversou comigo. Não sentiria nada se meu pai nunca mais olhasse na minha cara. Mas nunca mais ouvir ‘minha filha’ na voz acolhedora da minha mãe talvez seja o mais perto da solidão da morte que já cheguei.”

Mas a parte que mais me revoltou foi a relação dela com os pais. Quando descobriram os roubos dentro de casa, a reação do pai foi extremamente agressiva. Segundo ela, apanhou várias vezes, e em um momento chegou a implorar para que ele parasse ou simplesmente a matasse logo. Foi impossível ler isso sem sentir um aperto no peito. Depois disso, o silêncio dentro da própria casa parece ter machucado ainda mais. Os pais passaram a ignorá-la completamente, mesmo morando sob o mesmo teto. E, sinceramente? Eu entendo a dor, a decepção e o desespero deles diante de tudo o que estava acontecendo… mas não consegui deixar de pensar que aquilo só afastou ainda mais a filha. Faltou diálogo. Faltou alguém perguntar: “o que está acontecendo com você?”. Talvez isso não mudasse porra nenhum. Talvez mudasse muita coisa, mas uma coisa ficaria clara, eles  se importavam de verdade com ela. E sinseramente acho que foi esse silencio que a fez ter certeza da partida.

Comprei esse livro lá em 2011, na época do lançamento do filme Bruna Surfistinha, e só fui ler agora em 2026.
Achei que encontraria algo parecido com romances hot ou dark romances que vemos hoje em dia, mas me enganei bastante. Apesar dos relatos sexuais serem parte importante da obra, o livro também mostra dores emocionais, traumas, carência afetiva e a busca desesperada por validação. A leitura é extremamente fluida. Eu, que sou lenta para ler, terminei em 4 ou 5 dias. E acho que esse foi um dos pontos que mais me surpreenderam. 
No geral, gostei da experiência. Não porque concordei com tudo — muito pelo contrário — mas porque foi um livro que furou minha bolha e me fez refletir bastante sobre abandono emocional, autoestima, excessos e escolhas.  

E você? Já leu O Doce Veneno do Escorpião? O que achou da leitura? Me conta nos comentários. 💬📚


Título: O doce veneno do escorpião 
Autor(a): Bruna Surfistinha (Raquel Pacheco) 
Editora: Panda Books 
Ano: 2005 
Páginas: 172
⭐⭐⭐⭐ Nota: 4/5

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Minha primeira leitura de 2026 | Laços Inquebráveis

 

Olá pessoas...
Hoje tem resenha fresquinha de livro — acabei de ler e já estou PRECISANDO comentar com alguém 😂📚
Bora comigo? 😏

Sabe aquele tipo de livro que te prende… mas ao mesmo tempo te faz revirar os olhos em alguns momentos? Então. Foi exatamente assim que me senti lendo Laços Inquebráveis.
A história tem tudo pra te conquistar logo de cara: romance com passado, mágoas mal resolvidas, reencontros e aquele toque emocional que promete mexer com o coração. E mexe… mas não exatamente do jeito que eu esperava.
Teve momentos em que eu realmente me envolvi — principalmente na relação do Frederico com as filhas, Lise e Gabriela. Essas partes me pegaram de um jeito mais pessoal. Acho que porque é o tipo de conexão familiar que eu não tive quando era pequena… então sempre que leio algo assim, eu sinto mais. Me faz parar, pensar, imaginar, e às vezes até ficar meio triste.

Dá pra ver claramente que a autora quis construir algo profundo, com laços familiares fortes e sentimentos intensos.
Mas… (sim, sempre tem um “mas” 👀)

Teve momentos em que a história me irritou de verdade. Tipo assim, nível “quase abandonei nos 45 do segundo tempo”.
Porque chegou uma hora que pareceu que a autora estava enrolando pra dar volume no livro. E sério… precisava MESMO?

As cenas de demonstração de amor paternal, que no começo eram lindas e emocionantes, começaram a ficar repetitivas. Te juro, tem partes que parecem umas cinco páginas de: “te amo papai pra cá” “te amo filhinha pra lá”
Confesso… eu pulei essas partes. Desculpa não aguentei 😬

No começo eu estava emocionada. Depois… já estava tipo: “Aff... Ok, ok, já entendi, vocês se amam muito mesmo” 🙃
Isso quebrou bastante a minha imersão. Porque ao mesmo tempo que eu queria saber o que ia acontecer, também ficava cansada de certos conflitos e situações que simplesmente se arrastavam mais do que deveriam.

E não para por aí.
Teve coisas que simplesmente tiraram meu foco total da história — tipo os nomes dos personagens, ( tá bom isso é culpa da minha mente fertil 😜)

Frederico.
Gente… minha mente automaticamente puxava o Kiko do Chaves. Não teve como levar 100% a sério 😂. E como a autora não descreve muitos detalhes físicos dele (só aquele básico: alto, forte, peitoral definido…), minha cabeça fez o quê? Exatamente: criou um Kiko gigante, bombado e de peitoral definido.

E a Mabel?

Na hora eu só conseguia pensar na rosquinha Mabel 🍩🍩
Lembrei da minha infância, dos lanchinhos minha mãe sempre comprava dessa rosquinha… enfim, fui completamente desconectada da história por causa de comida.
Outro ponto que me incomodou: algumas partes são confusas.

Tem também vários erros de digitação, o que quebra um pouco o ritmo da leitura.
E uma coisa que me deixou genuinamente perdida foi a idade dos personagens — principalmente das crianças.

Porque tem momentos em que elas falam como crianças pequenas… e em outros, parecem mini adultas.
No final então? Fiquei mais confusa ainda.

A Gabi já é adolescente quando recebe a carta da mãe biológica… mas depois, no especial de Dia dos Pais, elas parecem crianças de novo.
Eu fiquei tipo: “gente… em que linha do tempo eu tô?” 🤡

Mas apesar de tudo isso…
Não dá pra negar: o livro tem coração.Ele tenta falar sobre perdão, recomeços e a força dos vínculos — aqueles que, teoricamente, nada consegue quebrar. E em alguns momentos, ele realmente acerta. No fim, eu fiquei dividida.

Não sei dizer se gostei… mas sei dizer que senti.
E senti bastante — inclusive irritação, frustração e um certo cansaço. Não foi uma leitura que eu amei… mas também não foi uma que eu odiei.
Foi aquele tipo de livro que te provoca emoções — mesmo que nem todas sejam boas.

E talvez isso já diga alguma coisa.

📌 Minha opinião final:
Um livro com um potencial emocional muito forte, mas que se perde em conflitos repetitivos, excesso de sentimentalismo, diálogos longos demais e decisões questionáveis dos personagens.
Vale a leitura se você gosta de histórias intensas — mas vá preparada, porque pode te emocionar… ou te testar 😂  


Laços Inquebráveis 
Autora: ALC Alves 
Formato: eBook 
Data da publicação: 5 outubro 2016 
Número de páginas:199 páginas 
Genero: Contemporâneo Romance

 ⭐⭐⭐ Nota: 3/5

Bagunças Favoritas da Semana