sábado, 11 de julho de 2026

Diário de uma quase empreendedora. #01

 Olá, pessoas!
Estou viva! Olha só que notícia maravilhosa. 😌 

Andei sumida porque entrei na missão de virar empreendedora. Ou, sendo mais sincera, estou tentando descobrir alguma coisa que eu goste de fazer e que, de preferência, também pague os boletos. 
Nessa minha jornada pelo vasto universo do empreendedorismo, fui bombardeada por vídeos de mulheres dizendo que faturavam até R$ 5 mil por mês vendendo trufas. 
E lá fui eu... Assisti centenas de video-aulas, pesquisei receitas, técnicas, embalagens, validade, fornecedores... 
Em pouco tempo eu já estava completamente enfeitiçada pela promessa de enriquecer 💲💲 vendendo bolinhas de chocolate. Mal sabia eu o que estava por vir. 
Primeira descoberta: fazer trufas não é tão simples quanto a internet faz parecer. 
Você precisa ser rápida para o chocolate não endurecer antes de preencher as forminhas. Também tem que tomar cuidado para não desperdiçar chocolate, porque desperdício é igual a prejuízo. E, depois de ver o preço do chocolate, você passa a tratar cada pedacinho como se fosse ouro derretido. 🍫💸
O recheio precisa de atenção redobrada, porque qualquer deslize pode azedar, principalmente os que levam leite ou frutas. Esses pequenos detalhes... curiosamente... ninguém conta nos vídeos. Que coincidência, não é? 🤡 

Depois de finalmente conseguir terminar as trufas, veio o verdadeiro chefão da fase: 
A limpeza da cozinha. Minha gente... Eu passei quase duas horas tentando limpar aquela
zona de guerra. 
Tinha chocolate na bancada, no fogão, nos utensílios, na pia... Acho que, se eu olhasse no espelho, teria chocolate até na testa,no cabelo.... E o pior? 
O bendito chocolate parecia fazer parte da mobília. Não saía por nada. Já estava aceitando que minha cozinha seria oficialmente uma fábrica de chocolate eterna,foi ai que resolvi pesquisar na internet. A solução? Água quente. Só isso. ÁGUA. QUENTE. Naquele momento eu senti que fui enganada pela vida. Corri para testar, sem esperança nenhuma... e, para minha surpresa, funcionou! Eu dei um grito tão alto quando vi aquele monte de chocolate simplesmente derretendo que quase chorei de emoção. 😅
Depois de horas esfregando igual uma condenada, bastava... água quente. Quem foi o gênio que escondeu essa informação? 

Depois de toda essa aventura, as trufinhas ficaram até bonitinhas. Não estavam perfeitas, mas estavam apresentáveis. E, modéstia à parte... deliciosas! 

Minhas primeiras trufinhas

Aí chegou a parte que, na minha cabeça, seria a mais fácil: Vender. Afinal... É chocolate! Quem, em sã consciência, recusa chocolate? 
Bom... aparentemente muita gente. Fiz cerca de 100 trufas nos sabores brigadeiro, morango e coco (meus favoritos). 
Resultado? Se vendi 30, foi muito. 😌 Ou as pessoas já tinham fornecedor oficial de trufas, ou simplesmente olharam para mim e pensaram: "Hoje não queridinha." 
Confesso que bateu um desânimo. Depois de tanto trabalho, pesquisa, esforço e algumas crises existenciais... ninguém queria nem experimentar. 😭

Na época da faculdade eu tinha uma colega que vendia trufas maravilhosas. Eu era apaixonada pela de brigadeiro. Ela dizia que conseguia pagar praticamente a faculdade inteira com as vendas. Se não me engano, a mensalidade era uns R$ 450. Então fiquei pensando... Se ela conseguiu... por que eu não consigo? Será que ainda dá certo? Será que cheguei alguns anos atrasada? Ou será que o universo decidiu que meu talento é comer chocolate, e não vender? Sinceramente, não sei. 
Eu adoro cozinhar. Gosto mesmo. Mas dá uma desanimada quando você passa horas trabalhando, fica com dor nas pernas,chocolate grudado no cabelo e transforma a cozinha num cenário pós-apocalíptico e, no fim, volta para casa com quase todas as trufas na mochila. 
Mas faz parte, né? Empreender é isso: um dia você sonha em abrir uma empresa de sucesso... no outro está pesquisando desesperadamente no Google "como conseguir mais clientes" e "como aumentar as vendas sem precisar vender a alma". 

Se você já tentou empreender, me conta aqui nos comentários. Deu certo? Deu errado? Você desistiu? Persistiu? Virou milionário ou só ganhou uma boa história para contar? 
E, se tiver alguma ideia de negócio para uma pessoa cheia de vontade, pouca experiência e muito bom humor... aceito sugestões! 
Agora eu vou ficando por aqui. Ainda tenho algumas trufas esperando um dono.
 Me desejem sorte... e, se possível, clientes também. 😂🍫

quinta-feira, 18 de junho de 2026

[TAG] - Conheça o blogueiro

Olá, pessoas! 💜 
Hoje trago uma postagem sugerida pelo EntreBlogs, um projeto maravilhoso que encontrei completamente por acaso enquanto boiava, sem rumo, pelo vasto oceano da internet. E foi amor à primeira vista! 
A proposta reúne blogueiros em postagens coletivas, incentiva a troca de experiências e ainda tem um clube do livro... ou seja, eu me senti em casa. 🥰 
Se você tem um blog, super recomendo participar. E se ainda não tem, fica aqui o incentivo: crie um! Além de ser uma forma incrível de compartilhar ideias, você acaba conhecendo pessoas, histórias e cantinhos da internet que fazem a gente acreditar que ela ainda é um lugar muito legal. 
Quando vi essa TAG, fui imediatamente transportada para um passado não tão distante, quando os blogueiros marcavam uns aos outros para responder perguntas. Eu me sentia a própria celebridade da blogosfera quando era indicada, porque significava que alguém pensou em mim e queria conhecer um pedacinho do meu mundo. 
Então, chega de nostalgia e vamos às respostas! 
 
1. Quando surgiu a ideia de criar seu blog? 

Acho que algumas pessoas nascem para falar. Eu nasci para escrever. Sempre fui aquela pessoa tímida que pensava em cinquenta respostas incríveis... três horas depois da conversa terminar.😅 
Então, lá pelos primórdios da internet, quando os blogs dominavam o mundo e o Orkut ainda fazia sucesso, descobri que podia transformar meus pensamentos aleatórios em texto. Desde então nunca mais parei. Já tive vários blogs, cada um representando uma versão diferente de mim. 
O Bagunça com Propósito nasceu porque percebi que minha cabeça é um grande arquivo desorganizado de ideias, listas, livros, receitas, metas, surtos existenciais e piadas ruins. Resolvi colocar tudo isso em um só lugar.. 

2. Origem do nome do seu blog? Trocaria o nome? Por qual? 

Depois de dezenas de tentativas frustradas, olhei para minha mesa: livros empilhados, canecas de café, canetas coloridas, cartas pela metade, um bloco de notas aberto e um gato me julgando. Foi aí que pensei: "Isso aqui é uma bagunça..." Cinco segundos depois veio o complemento: "Mas uma bagunça com propósito." Foi amor à primeira vista. 😻Não trocaria esse nome nem por uma assinatura vitalícia da livraria..👀

3. Você tem outros blogs além deste? 

Já tive vários ao longo da vida. O mais famoso foi o Minha Nada Mole Dieta, onde eu compartilhava meu processo de emagrecimento. O blog cresceu bastante, mas infelizmente minha conta foi hackeada e perdi tudo. Nunca consegui recuperá-lo. 😢 Hoje existe apenas o Bagunça com Propósito... e acho que ele finalmente encontrou um lugar definitivo no meu coração.

4. Já pensou em desistir do seu blog alguma vez? 

Já. 
Principalmente quando eu achava que escrever só fazia sentido se muita gente lesse. Hoje penso diferente. Se uma única pessoa sorrir, se identificar ou terminar um texto meu pensando "nossa, eu também sou assim", então já valeu a pena. 
E, entre nós, escrever faz muito bem para a minha sanidade mental. É mais barato que terapia e ocupa menos espaço que comprar outra caneta... embora eu faça os dois quando possível.. 

5. O que te faz continuar com um blog em tempos de scroll infinito? 

Porque aqui é o meu segundo lugar seguro. (O primeiro é o meu diário). Aqui posso escrever sem pressa, organizar pensamentos e compartilhar um pedacinho da minha vida. E quem chega até aqui não veio porque um algoritmo empurrou um vídeo de 15 segundos, mas porque realmente quis parar, ler e permanecer um pouco. Isso é reconfortante demais.

6. Qual é o seu post favorito no blog? 

No momento é: "Algumas pessoas fazem terapia, outras jogam lixo no telhado dos vizinhos." Nunca imaginei que um surto de vizinhança renderia uma das postagens mais divertidas que já escrevi. Às vezes a vida entrega limões... às vezes entrega sacos de lixo mesmo. 

7. Mande uma mensagem para outros blogueiros. 

Nunca subestimem o poder de um cantinho na internet. Talvez você ache que está escrevendo para poucas pessoas, mas sempre existe alguém que encontra seu texto exatamente no dia em que precisava ler aquilo. 
Continuem escrevendo. Continuem compartilhando. Continuem deixando pedacinhos de vocês espalhados pela internet. O mundo precisa de mais blogs e menos algoritmos decidindo o que merece ser visto. 

Rapidinhas sinceras (do momento) 

 🎵 Uma música: Nothing Else Matters - Metalica 
 📚 Um livro: Cadê você Bernadette? - Maria Semple 
 🎬 Um filme: As Férias da Minha Vida (2006). Simplesmente adoro a Queen Latifah. 
 ✍️ Um hobby: Escrever, decorar e enviar cartas como se ainda estivéssemos nos anos 90.   
 😨 Um medo: Estar em um navio e ele começar a afundar. (Obrigado, Titanic.) 😂 
Uma mania: Falar sozinha. Às vezes me pego andando na rua no meio de uma conversa extremamente interessante comigo mesma. 
 💭 Um sonho: Morar numa casinha cercada por árvores, muitos animais, livros, café fresco e uma internet boa o suficiente para baixar atualização do The Sims sem sofrimento.. 
Não consigo viver sem: Minha dose diária de cafeína. Só considero que minha alma voltou para o corpo depois da primeira xícara generosa de café. 
 🖊️ Tem coleção de alguma coisa? Sim! Canetas, papéis de carta, blocos antigos de fichário, adesivos, cadernos bonitos... Se tem papelaria envolvida, meu autocontrole tira férias.. 
 💜 Do que mais gosto no meu blog? Ele parece comigo. É organizado o suficiente para funcionar e bagunçado o suficiente para ser verdadeiro. Cada detalhe, cada cor, cada postagem tem um pedacinho da pessoa que sou. É praticamente meu diário... só que com layout bonito.. 
 📖 Desejo literário do momento: São tantos que fica difícil escolher, mas no momento eu faria qualquer coisa (legalmente, claro 😂) para ganhar aquele box comemorativo do Stephen King.

Se você também curtu essa TAG, sita-se a vontade para  responde-la também e deixe o link nos comentários! Adoro conhecer novos blogs e sempre aceito indicações de leituras, e pessoas que ainda acreditam que a internet pode ser um lugar aconchegante. 💜✨ 
😘 Beijinhos eaté o proximo post.


Selo 2.0

domingo, 14 de junho de 2026

O preço de amar alguém que nunca esteve realmente ao seu lado

Olá, pessoas! Eu sei, eu sei... andei meio sumida daqui do blog e peço desculpas por isso. 
A vida adulta é uma coisa curiosa: às vezes ela é maravilhosa, cheia de pequenas conquistas e momentos que fazem a gente pensar "até que vale a pena pagar boleto". Mas, na maior parte do tempo, ela simplesmente resolve testar a nossa paciência e sanidade mental. 
Entre trabalho, responsabilidades, cansaço e a eterna sensação de que o dia deveria ter umas cinco horas a mais, fui deixando esse cantinho de lado. 
Mas sobrevivi. E estou de volta 😇
Só que, em vez de falar sobre livros, séries ou alguma obsessão aleatória da semana, hoje trouxe um assunto um pouco mais melancólico. Não porque eu esteja sofrendo por amor (podem guardar os lencinhos), mas porque acompanhei de perto o fim de um relacionamento que durou incríveis 19 anos. E isso me fez pensar em uma pergunta que provavelmente todo mundo já fez em algum momento da vida: Como alguém consegue simplesmente virar a página depois de uma história inteira construída ao lado de outra pessoa? 
Foi pensando nisso que nasceu o texto de hoje. Então pega um café, um chá ou um pedaço de bolo e vem refletir comigo sobre amor, despedidas, e as péssimas decisões que às vezes tomamos quando entregamos nosso coração para a pessoa errada.💔

Vocês já terminaram um relacionamento em algum momento da vida, certo? Agora imaginem um relacionamento longo. Daqueles em que você deposita toda a sua energia, faz de tudo pela pessoa, abre mão de si mesmo, tenta agradar, apoia, incentiva, presenteia e acredita que está construindo um futuro ao lado dela. E então, quando você pensa que as coisas não poderiam estar melhores... a pessoa simplesmente termina tudo. Do nada. 
A justificativa? Você não a satisfaz em nada, não faz as coisas que ela gostaria e ainda não se enturma com as amigas "maravilhosas" dela. 
Eu, sinceramente, não entendo. O que exatamente uma pessoa assim procura? 


Vocês devem estar se perguntando por que estou falando sobre relacionamentos se nem tenho um. Bom... uma pessoa muito próxima de mim acabou de terminar um relacionamento de 19 anos. Isso mesmo: dezenove anos. Uma vida inteira dedicada a alguém que, olhando de fora, talvez nunca tenha dado o mesmo valor em troca. 
Acho que ele estava tão apaixonado que não conseguiu enxergar quem realmente era a pessoa em quem apostou todas as fichas. No lugar dele, eu me sentiria usada e depois descartada. Durante 19 anos ele deixou a própria família de lado para atender aos caprichos da princesa 👑, comprava presentes caros, fazia viagens, organizava a vida inteira em função dela. Raramente recebia a mesma dedicação. 

Só pra ter noção do tamanho disso: em 19 anos dava pra terminar duas faculdades, aprender três idiomas, maratonar a filmografia inteira da Marvel umas dez vezes e ainda sobrar tempo pra plantar uma horta. Ele gastou esse tempo carregando as sacolas de alguém que nem virava o rosto pra dizer obrigado. 😠
Sempre achei esse nível de entrega exagerado. Ele praticamente se anulava para satisfazê-la. E para quê? Para que, na primeira oportunidade, ela simplesmente o chutasse para fora da própria vida como se ele não tivesse importância alguma. 
Lembro que, no início do relacionamento, ela sequer queria assumir que estavam juntos. Preferia mantê-lo como um segredo. Mesmo assim, ele permaneceu ali, acreditando que um dia tudo mudaria. Nos últimos anos eles viajaram juntos, ele pagava tudo o que podia e o que não podia,e parecia genuinamente feliz. Eu realmente pensei que logo estariam morando juntos. Mas eu estava enganada. Depois de receber um presente romântico e cheio de carinho, ela resolveu terminar. 

Dezenove anos. Puta que pariu... dezenove anos.😳 Não consigo parar de pensar nesse número. Ele tinha apenas vinte anos quando começaram a namorar. Uma juventude inteira pela frente, inúmeras possibilidades, e escolheu investir tudo em alguém que talvez nunca o tenha amado da mesma forma. 
Me lembro quando terminei o meu último relacionamento de apenas um ano, achei que morreria de tanto chorar. Nem consigo imaginar o que alguém sente ao perder uma relação que ocupou quase duas décadas da sua vida. 

Sigmund Freud descrevia o término amoroso como uma ferida narcísica. Segundo ele, sofremos porque nossa energia psíquica  (libido) estava profundamente investida no outro. Quando esse vínculo acaba, é necessário um doloroso trabalho de luto para retirar essa energia e, aos poucos, direcioná-la novamente para nós mesmos e para novos afetos. Traduzindo o Freud pro português de quem tá possesso: chorar é necessário, mas que pena que, nessa história, só um lado pagou o preço da entrega total. 

Pensando nisso, lembrei de um episódio de Black Mirror. Nele, as pessoas possuem um implante capaz de acessar qualquer memória com um simples e pequeno controle remoto. Confesso que, em dias de coração partido, essa tecnologia parece um sonho. Imagina poder apertar um botão e apagar a pessoa da memória? Nada de lembrar mensagens antigas, viagens, músicas, fotos ou promessas. E, quando a ex aparecesse feliz com outra pessoa na sua frente, você simplesmente perguntaria: — Desculpa... a gente se conhece? Seria maravilhoso. Ou talvez não. Porque, por mais cruel que seja, a dor também faz parte daquilo que nos transforma. Ela ensina, amadurece e, principalmente, devolve para nós mesmos a energia que durante tanto tempo foi entregue a alguém. 
Uma amiga sempre dizia que a melhor forma de superar um término era encontrar um novo amor. Eu nunca consegui fazer isso. Sempre achei que um coração quebrado precisa de tempo, silêncio, amigos, filmes ruins, comida boa, algumas lágrimas e, principalmente, muito amor-próprio antes de tentar amar outra pessoa. No fim das contas, talvez a maior lição dos relacionamentos seja esta: amar alguém é bonito, mas desaparecer dentro desse amor nunca é. Nenhum relacionamento deveria exigir que você deixasse de existir para manter o outro feliz. 
Sinceramente se algum dia inventarem um botão ou controle remoto para apagar ex da memória, eu provavelmente vou comprar na pré-venda 😬. Mas, pensando bem... talvez sejam justamente essas cicatrizes que nos impedem de entregar o coração para quem nunca pretendeu segurá-lo de verdade.

E vocês? Como reagem a um término? 
Acham que existe um jeito certo de superar alguém? 

Eu de coração espero que essa pessoa tão querida consiga seguir em frente rapidamente.

E se a então ex um dia perceber o que perdeu? 
Talvez perceba. Talvez a ausência faça aquilo que a presença nunca conseguiu: mostrar o valor de quem sempre esteve ali. 
Eu, sinceramente, espero que isso não aconteça. Quem despreza um amor sincero dificilmente entende seu valor enquanto o possui. Ainda assim, somos humanos. Somos feitos de recaídas, esperança e uma estranha capacidade de acreditar que, desta vez, será diferente. Se um reencontro acontecer, torço para que não seja uma repetição da mesma história. Que o amor deixe de ser um ato de renúncia unilateral e passe a ser uma construção compartilhada. Afinal, um relacionamento saudável não é quando uma pessoa se anula para fazer a outra feliz. É quando duas pessoas caminham juntas, sem que nenhuma precise deixar de ser quem é para continuar sendo amada.

Hoje dói, amanhã ainda vai doer, mas tenho a impressão de que esse término foi um livramento. Quem sabe, daqui a algum tempo, ele olhe para trás e perceba que não perdeu o amor da vida dele. Apenas deixou para trás alguém que nunca soube enxergar o valor que ele sempre teve.

domingo, 31 de maio de 2026

Algumas Pessoas Fazem Terapia, Outras Jogam Lixo no Telhado dos Vizinhos

Olá, pessoas! ✨  

Domingão, último dia de maio. E aí, como foi o mês de vocês? Espero que tenha sido tranquilo, produtivo e com menos estresse do que o meu. 
Hoje eu queria falar sobre um assunto meio chato: vizinhos. 
Precisamos conversar sobre o ser humano. Ou melhor... sobre um ser humano específico que aparentemente acorda todos os dias e pensa: "Como posso perturbar a vida da minha vizinha hoje?" 
Porque, sinceramente, eu não consigo encontrar outra explicação. Do nada, há algum tempo( acho que desde do dia em que ele se mudou pra cá) , meu vizinho começou a jogar lixo na frente da minha casa. E quando eu digo lixo, não estou falando de uma folhinha que o vento carregou. Estou falando de caixas, sacolas, objetos velhos, sapatos... tudo que vocês conseguirem imaginar. A situação ficou tão chata que instalamos câmeras de segurança. 
E aí aconteceu algo curioso. Pessoas normais, quando descobrem que estão sendo filmadas, costumam parar de fazer coisa errada. Mas aparentemente meu vizinho decidiu desbloquear um novo nível da criatividade. Quando percebeu as câmeras, ele começou a jogar o lixo... no meu telhado. Sim. No telhado. Eu queria estar inventando isso. 
Só descobrimos porque precisávamos trocar a caixa d'água. Quando subiram lá em cima encontraram uma coleção de objetos que parecia uma exposição arqueológica da vizinhança. 

E sabe o que mais me incomoda? Eu nunca fiz absolutamente nada para esse homem. Nunca discuti. Nunca briguei. Nunca reclamei. Nunca nem tentei confrontá-lo porque tenho quase certeza de que isso só pioraria a situação. Então eu simplesmente ignoro. E mesmo assim a situação continua. 
Na época em que minhas cachorras ainda eram vivas, a mãe dele costumava jogar comida por cima do muro. Resultado? As duas ficaram muito doentes algumas vezes. Foi uma fase extremamente difícil e que até hoje me deixa triste quando lembro 😔. 

Mas o episódio mais recente conseguiu me deixar sem palavras. Fui limpar a calçada porque o mato estava crescendo bastante e encontrei uma verdadeira montanha de terra acumulada no pé da árvore que fica na frente da casa. Não era pouca coisa. Tinha facilmente três ou quatro baldes de areia ali. Como uma pessoa curiosa e já traumatizada pela experiência, fui verificar as câmeras. E adivinhem quem apareceu carregando terra? Exatamente. O alecrim dourado da vizinhança. 🙄 
O mais curioso é que ele é um homem adulto. Mora sozinho. Tem duas filhas. Parece ser um bom pai. Aí você olha e pensa: "Que pessoa madura." Mas então ele surge carregando baldes de terra para despejar na frente da casa dos outros e você fica: 🤷🏻‍♀️ Ué. 

Se eu pudesse escolher, moraria em uma ilha deserta. Sem trânsito. Sem confusão. Sem gente jogando lixo no meu telhado. Mas o problema não seja tão simples assim. Sinceramente acho triste quando as pessoas escolhem transformar pequenas convivências em guerras silenciosas. Se existe um problema comigo vem aqui e vamor conversar . Se algo incomoda, fala. A vida já é complicada o suficiente sem precisar transformar a rua em um reality show de baixa audiência. 

Mas falando sério agora... 
Às vezes eu fico me perguntando o que se passa na cabeça de uma pessoa que age dessa forma. E não digo isso por raiva, mas por genuína curiosidade mesmo. Porque não entra na minha cabeça que alguém acorde de manhã, olhe para uma sacola de lixo e pense: "Já sei! Vou jogar isso na frente da casa da vizinha,ela vai ama isso." Sério... eu simplesmente não consigo entender. 🤷🏻‍♀️ 
Voces podem estar pensando que aqui não passa coleta de lixo , ne? Mas eu digo que aqui onde eu moro a coleta de lixo passa todos os dias, inclusive aos sábados. Tem coleta seletiva, tem cata-treco, tem várias opções para descartar as coisas do jeito certo. Mas o abençoado parece olhar para todas essas alternativas e pensar: "Não,não... o aterro sanitário deve estar saturado, estou fazendo um bem para o planeta." E aí escolhe justamente a opção que dá mais trabalho e mais dor de cabeça para todo mundo, se eu ou alguém da minha familia fosse uma pesso explosiva que não tem nada a perder, como muitas por ai? Ou elesó taesperando um de nós reagir pra ele ... agir?  
É por isso que eu fico sem saber o que fazer e o que pensar. Será que ele realmente acredita que isso faz sentido? Será que ele acha divertido? Será que existe alguma lógica por trás disso que eu ainda não consegui compreender? Porque, sinceramente, eu não faço ideia. E talvez o mais frustrante seja justamente isso: eu também não faço ideia de como agir numa situação dessas. Tem problemas que a gente resolve conversando. Outros a gente resolve ignorando. Mas tem esse que é tão absurdo que você fica parado olhando para a cena pensando: "Isso está mesmo acontecendo ou eu entrei sem querer em algum episódio de câmera escondida?" 😅

"Vizinho, eu sinceramente não sei o que eu ou minha família fizemos para despertar em você essa necessidade quase artística de transformar a minha casa em ponto de descarte alternativo da vizinhança.  Mas, ainda assim, deixo aqui o meu mais sincero pedido de desculpas. Se em algum momento fizemos algo que te incomodou, ofendeu ou magoou, saiba que nunca foi nossa intenção. Eu não quero brigar, não quero discussão e muito menos uma guerra fria envolvendo lixo, areia, sapatos e sabe-se lá mais o quê. Eu só quero paz. 
Então, se existe algum motivo para tudo isso, algum mal-entendido ou alguma história que eu desconheço, a porta está aberta. Podemos sentar, tomar um café e conversar como dois adultos civilizados. Porque, honestamente, acredito que conversar ainda dá menos trabalho do que carregar baldes de terra para a frente da casa dos outros. 😅  
Então fica aqui o meu pedido de desculpas e também um convite para a paz. A vida já é complicada demais para a gente transformar a vizinhança em uma novela das oito. 
Com carinho, A vizinha que só quer viver em paz. ☕💜"

Agora me contem: Vocês já passaram por alguma situação parecida com vizinhos? Como lidaram com isso sem perder a paciência (ou a sanidade)? Porque eu estou ace itando dicas. Até o próximo post! 💜

PS: "Se você é meu vizinho e por acaso está lendo isso, saiba que o convite para o café continua de pé. Mas, por favor, deixe a areia em casa." ☕😂

quarta-feira, 27 de maio de 2026

PenPal - Amigo de cartas

 Olá, pessoas! 💌

Primeiramente quero dizer que estou muito feliz com as visitas de vocês aqui no blog! Sério, cada visualização e cada pessoa que passa por aqui deixa meu coração quentinho. 🥹 
Mas eu queria muito saber o que vocês estão achando do blog! Então, se puderem, deixem um comentário contando a opinião de vocês, sugestões, ideias… e até críticas construtivas também. Vou adorar ler tudo! 💜  
Ah! E se quiserem me seguir, é só clicar no botãozinho azul aí do lado direito e acompanhar as próximas postagens, ok? ✨ 

Bom… sem mais delongas, vamos ao assunto do dia: PenPal! 💌 

Acho que alguns de vocês já conhecem esse termo, mas pra quem nunca ouviu falar: PenPal (termo em inglês que significa literalmente “amigo de caneta”) é uma pessoa com quem você troca cartas regularmente. A ideia é construir amizades, compartilhar experiências, conhecer culturas diferentes e, muitas vezes, até praticar novos idiomas. 

E sim… eu sou apaixonada por isso desde criança. 🥹 Comecei a trocar cartas em 1989, quando eu tinha 9 anos. E aqui vai uma revelação bombástica: eu ODIAVA escrever 🙈. Minha letra era um verdadeiro garrancho ilegível! As professoras viviam mandando bilhetes no caderno pra minha mãe reclamando da minha caligrafia… mas meus pais nunca ligaram muito pra isso. Eles quase nem olhavam meus cadernos.  

Até que um dia minha tia Dete (era assim que chamávamos ela com carinho 💜) veio visitar a gente. Ela pegou um dos meus cadernos pra arrancar uma folha e acabou encontrando meus hieróglifos junto com todas as anotações das professoras. Nesse dia rolou uma pequena treta entre ela e meus pais. 👀 

Mas enfim… Minha tia resolveu tomar a situação nas próprias mãos e me deu um caderno de caligrafia. E olha… no começo eu queria morrer a ter que ficar copiando aquelas letras naquele caderno esquisito. 😂 Mas minha tia não desistiu de mim. Quando ela voltava pra São Paulo, ligava pra saber como eu estava indo, cobrava meus pais pra acompanharem mais meus estudos e fazia questão de participar da minha evolução. Resultado? Minha mãe começou a pegar no meu pé também. Tinha cobrança, castigo… mas eu continuava relutante porque odiava aquela obrigação toda. 

Então minha tia teve uma ideia genial. Ela começou a me escrever cartas. 💌 E dentro dos envelopes vinha uma infinidade de exercícios caligráficos divertidos, desenhos, frases e pequenos desafios. Foi aí que, sem perceber, eu comecei a tomar gosto pela escrita. Infelizmente perdi todas as cartinhas dela numa enchente que teve aqui anos depois. A água entrou em casa e molhou tudo. Não consegui salvar nenhuma. Foi uma tristeza enorme… até hoje fico triste quando lembro. 💔 

Na adolescência continuei procurando correspondentes naquelas revistinhas do João Bidu (isso ainda existe? 😂). E foi assim que encontrei muitos amigos de carta. O mais engraçado é que a maioria era homem! E sabe o que é mais curioso? Naquela época dava pra conversar com homens por carta sem receber foto do pinto 🐥 logo na primeira mensagem. Saudades de um tempo mais civilizado, né? 😂 Hoje em dia isso virou artigo raro. Atualmente tenho apenas um correspondente homem. 

Com o passar do tempo veio a era digital e muita gente abandonou as cartas pra migrar pro e-mail. Isso me deixou muito triste. Fiquei anos sem me corresponder com ninguém… Até encontrar um clube de cartas chamado “Mundo das Cartas” 💌.  Claro que me inscrevi na hora. Naquela época eu estava tentando sobreviver ao luto pela perda da minha mãe, e sinceramente… estava muito difícil seguir em frente. Trocar cartas me ajudou mais do que eu consigo explicar. Fiz amizades lindas, conheci pessoas incríveis e alguns desses correspondentes continuam comigo até hoje. Amo cada um deles de um jeito muito especial. 💜 

Pra mim, trocar cartas é muito mais do que simplesmente escrever. É carinho, memória, É afeto dentro de um envelope,um estilo de vida. E sinceramente? Não pretendo parar nunca. ✨ 

Hoje faço parte do clube de cartas “Envelope de Papel”. Fiquei um tempo afastada, mas estou voltando com tudo! Já escrevi 9 cartinhas novas e agora só falta criar coragem pra enfrentar a fila do correio. 😂📮 

Então, se você se interessou e quer fazer novos amigos postais, vou deixar aqui o link do site. É só clicar, se inscrever e esperar a confirmação. Depois disso, você já pode escolher pra quem enviar sua primeira cartinha. 💌 
Espero de coração que você encontre amizades sinceras, histórias bonitas e momentos especiais através das cartas… assim como eu encontrei. 💜✨

O Envelope de Papel : https://www.oenvelopedepapel.com/
Instagran: @ovenvelope_


 


Bagunças Favoritas da Semana