zona de guerra.
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| Minhas primeiras trufinhas |
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| Minhas primeiras trufinhas |
"Vizinho, eu sinceramente não sei o que eu ou minha família fizemos para despertar em você essa necessidade quase artística de transformar a minha casa em ponto de descarte alternativo da vizinhança. Mas, ainda assim, deixo aqui o meu mais sincero pedido de desculpas. Se em algum momento fizemos algo que te incomodou, ofendeu ou magoou, saiba que nunca foi nossa intenção. Eu não quero brigar, não quero discussão e muito menos uma guerra fria envolvendo lixo, areia, sapatos e sabe-se lá mais o quê. Eu só quero paz.
Então, se existe algum motivo para tudo isso, algum mal-entendido ou alguma história que eu desconheço, a porta está aberta. Podemos sentar, tomar um café e conversar como dois adultos civilizados. Porque, honestamente, acredito que conversar ainda dá menos trabalho do que carregar baldes de terra para a frente da casa dos outros. 😅
Então fica aqui o meu pedido de desculpas e também um convite para a paz. A vida já é complicada demais para a gente transformar a vizinhança em uma novela das oito.
Com carinho, A vizinha que só quer viver em paz. ☕💜"
Agora me contem: Vocês já passaram por alguma situação parecida com vizinhos? Como lidaram com isso sem perder a paciência (ou a sanidade)? Porque eu estou ace itando dicas. Até o próximo post! 💜
PS: "Se você é meu vizinho e por acaso está lendo isso, saiba que o convite para o café continua de pé. Mas, por favor, deixe a areia em casa." ☕😂
Olá, pessoas! 💌
Bom… sem mais delongas, vamos ao assunto do dia: PenPal! 💌
Acho que alguns de vocês já conhecem esse termo, mas pra quem nunca ouviu falar: PenPal (termo em inglês que significa literalmente “amigo de caneta”) é uma pessoa com quem você troca cartas regularmente. A ideia é construir amizades, compartilhar experiências, conhecer culturas diferentes e, muitas vezes, até praticar novos idiomas.E sim… eu sou apaixonada por isso desde criança. 🥹 Comecei a trocar cartas em 1989, quando eu tinha 9 anos. E aqui vai uma revelação bombástica: eu ODIAVA escrever 🙈. Minha letra era um verdadeiro garrancho ilegível! As professoras viviam mandando bilhetes no caderno pra minha mãe reclamando da minha caligrafia… mas meus pais nunca ligaram muito pra isso. Eles quase nem olhavam meus cadernos.
Até que um dia minha tia Dete (era assim que chamávamos ela com carinho 💜) veio visitar a gente. Ela pegou um dos meus cadernos pra arrancar uma folha e acabou encontrando meus hieróglifos junto com todas as anotações das professoras. Nesse dia rolou uma pequena treta entre ela e meus pais. 👀
Mas enfim… Minha tia resolveu tomar a situação nas próprias mãos e me deu um caderno de caligrafia. E olha… no começo eu queria morrer a ter que ficar copiando aquelas letras naquele caderno esquisito. 😂 Mas minha tia não desistiu de mim. Quando ela voltava pra São Paulo, ligava pra saber como eu estava indo, cobrava meus pais pra acompanharem mais meus estudos e fazia questão de participar da minha evolução. Resultado? Minha mãe começou a pegar no meu pé também. Tinha cobrança, castigo… mas eu continuava relutante porque odiava aquela obrigação toda.
Então minha tia teve uma ideia genial. Ela começou a me escrever cartas. 💌 E dentro dos envelopes vinha uma infinidade de exercícios caligráficos divertidos, desenhos, frases e pequenos desafios. Foi aí que, sem perceber, eu comecei a tomar gosto pela escrita. Infelizmente perdi todas as cartinhas dela numa enchente que teve aqui anos depois. A água entrou em casa e molhou tudo. Não consegui salvar nenhuma. Foi uma tristeza enorme… até hoje fico triste quando lembro. 💔
Na adolescência continuei procurando correspondentes naquelas revistinhas do João Bidu (isso ainda existe? 😂). E foi assim que encontrei muitos amigos de carta. O mais engraçado é que a maioria era homem! E sabe o que é mais curioso? Naquela época dava pra conversar com homens por carta sem receber foto do pinto 🐥 logo na primeira mensagem. Saudades de um tempo mais civilizado, né? 😂 Hoje em dia isso virou artigo raro. Atualmente tenho apenas um correspondente homem.
Com o passar do tempo veio a era digital e muita gente abandonou as cartas pra migrar pro e-mail. Isso me deixou muito triste. Fiquei anos sem me corresponder com ninguém… Até encontrar um clube de cartas chamado “Mundo das Cartas” 💌. Claro que me inscrevi na hora. Naquela época eu estava tentando sobreviver ao luto pela perda da minha mãe, e sinceramente… estava muito difícil seguir em frente. Trocar cartas me ajudou mais do que eu consigo explicar. Fiz amizades lindas, conheci pessoas incríveis e alguns desses correspondentes continuam comigo até hoje. Amo cada um deles de um jeito muito especial. 💜
Pra mim, trocar cartas é muito mais do que simplesmente escrever. É carinho, memória, É afeto dentro de um envelope,um estilo de vida. E sinceramente? Não pretendo parar nunca. ✨
Hoje faço parte do clube de cartas “Envelope de Papel”. Fiquei um tempo afastada, mas estou voltando com tudo! Já escrevi 9 cartinhas novas e agora só falta criar coragem pra enfrentar a fila do correio. 😂📮