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segunda-feira, 20 de julho de 2026

Assisti Sibéria (2018): Eu queria John Wick... mas recebi uma novela russa fria e com muito sexo.

Olá, pessoas!

O fim de semana chegou e, como sempre, eu fico ansiosa esperando a noite para finalmente me jogar no meu velho e surrado sofá, pegar uma pipoca, um copão de Coca-Cola e mergulhar em algum filme do catálogo dos meus streamings favoritos. 
Dessa vez eu queria algo agitado. Tiro, porrada e bomba do começo ao fim, sabe? 

Aí dei de cara com Keanu Reeves na capa. Lindo 😍, com aquele cabelo sedoso, a barba por fazer e o olhar inconfundível do nosso eterno John Wick. Pronto. Já estava vendida. 
A descrição dizia: "Um traficante de diamantes vai à Sibéria em busca de seu parceiro desaparecido, mas essa viagem se transforma em uma verdadeira luta pela sobrevivência." 
Agora me respondam, caros leitores... O que vocês esperam de um filme com essa sinopse? Eu esperava no minimo uma luta intensa pela sobrevivência. Pois bem... Tenho o desprazer de informar que eu esperei... Esperei... Esperei durante 1 hora e 44 minutos... e essa tal luta pela sobrevivência simplesmente nunca chegou. 😕
Existe um princípio básico para contar qualquer história: saber para onde ela quer ir. Você apresenta os personagens, desenvolve a trama, cria conflitos e conduz tudo para um grande clímax. Só que Sibéria parece ter faltado nessa aula. 
Mesmo com Keanu Reeves no elenco, o filme nunca decide que história quer contar. No fim das contas, ele se resume a vários planos do protagonista fazendo sua tradicional expressão de "estou pensando profundamente" enquanto caminha por cenários congelantes da Rússia. E só. 😒

Lucas Hill (Keanu Reeves) é um negociador ilegal de diamantes que viaja até a Sibéria para encontrar seu sócio desaparecido, Pyotr (Boris Gulyarin). O problema? Pyotr nunca aparece. Sério. 
O sujeito desaparece antes do filme começar e passa o filme inteiro sendo apenas mencionado. Somos jogados no meio da história sem praticamente nenhuma explicação sobre quem ele é, por que desapareceu ou por que simplesmente resolveu abandonar Lucas com um problemão nas mãos. Até aí eu pensei: "Calma... isso deve fazer parte do mistério." Que nada. Assim que chega à Rússia, Lucas parece esquecer completamente o motivo da viagem e resolve investir seu tempo na primeira mulher que cruza o caminho dele: Katya (Ana Ularu). E é aqui que o filme começa a desandar de vez. 

Agora preciso comentar a cena que quase me fez desligar a TV. Lucas conhece Katya em um bar. Os irmãos dela, que fazem pose de machões, resolvem partir para cima dele. E aí acontece o impensável... 
O John Wick apanha de dois bêbados num estacionamento. 😲
Meu amigo... Que isso? 
Eu fiquei uns vinte minutos olhando para a televisão tentando entender se era pegadinha. O homem simplesmente leva uma surra, fica largado no chão e precisa ser resgatado pela moça do bar, que o leva para casa. 
Eu olhava para a tela pensando: "Em que universo paralelo isso aconteceu?" 


Depois dessa surra histórica, Lucas passa a noite na casa de Katya. Os dois começam um romance... Do nada. Sem construção. Sem química. Sem motivo. Quando você percebe... Eles já estão na cama. E pronto. Surge outro conflito envolvendo os irmãos ciumentos da moça... que também não leva a absolutamente lugar nenhum. 
Aliás, essa parece ser a proposta do roteiro: Criar conflitos. Esquecer deles. Criar outros. Esquecer também. E seguir em frente como se nada tivesse acontecido. 

Falando no casal... Desculpa, mas não existe química nenhuma entre os dois. Os diálogos são vazios, artificiais e só deixam ainda mais evidente o quanto o roteiro é fraco. Em determinado momento descobrimos que Lucas é casado e que sua esposa está esperando por ele em casa. Essa revelação parece existir apenas para tentar dar algum peso dramático às inúmeras cenas de sexo entre Lucas e Katya. E falando nisso... Que cenas estranhas. Não são nada sensuais. Não desenvolvem os personagens. Não fazem a história andar. Só estão ali ocupando tempo de tela. Eu sinceramente esperava muito mais de um filme que conta com um ator como Keanu Reeves. Ou talvez o problema tenha sido meu excesso de expectativa. Sei lá .

Quando finalmente chega o terceiro ato, pensei: "Agora vai." Agora começa a perseguição. Agora vem a ação. Agora explode alguma coisa. Agora o John Wick desperta. 
Não. Não desperta. Não explode. Não acontece. A resolução é preguiçosa e acaba enterrando qualquer esperança de um final realmente impactante. 
E, meus amigos... Não existe UMA única cena de ação realmente empolgante. Você passa o filme inteiro esperando... E continua esperando até aparecerem os créditos. 

Sibéria não entrega suspense. Não entrega ação. Não entrega romance. E, sinceramente, não entrega quase nada. É uma pena. A Rússia é um cenário incrível para histórias envolvendo crime organizado, conspirações, espionagem e suspense. O filme tinha tudo para construir uma narrativa tensa e envolvente. Mas prefere seguir um caminho lento, arrastado e sonolento.💤😴  
O romance serve apenas como desculpa para inserir várias cenas de sexo que não acrescentam absolutamente nada na drama. Os personagens são rasos. Os conflitos não são resolvidos. O mistério não convence. E o filme simplesmente termina. 
Se eu pudesse resumir minha experiência assistindo Sibéria, ela seria uma mistura de: 
 ✔ Decepção. 
 ✔ Raiva. 
 ✔ Pena. 
 ✔ E algumas boas bocejadas. 

 Eu sentei esperando tiro, porrada e bomba. Recebi frio, silêncio, sexo aleatório sem química nenhuma e uma enorme vontade de conferir se ainda faltava muito para acabar.  
No fim das contas... Quem realmente lutou pela sobrevivência fui eu tentando permanecer acordada até os créditos finais. 

Sibéia
lançamento: 13 de julho de 2018 (Brasil) 
Diretor: Matthew Ross 
Duração: 1h 44m 
Gêneros: Ação, Romance, Drama, Aventura, Melodrama, Suspense, Crime, Mistério, Ficção policial 
Nota: ⭐⭐⭐ 3/10 

 P.S.: Keanu Reeves continua lindo. O problema definitivamente não era ele... era todo o resto.​

Se vocês já assistiram a esse filme, me contem o que acharam! 
Eu adoro saber a opinião das pessoas, principalmente quando ela é completamente diferente da minha. Vai que fui eu quem implicou demais, né? 😂 
E, se você ainda não assistiu, fique à vontade para tirar suas próprias conclusões. Só vou dar um conselho de amiga: vá com a expectativa lá no chão. Acho que esse é o segredo para não se decepcionar com um filme estrelado pelo Keanu Reeves...  
Quem sabe você goste mais do que eu. E, se gostar, por favor, me explique o que eu deixei passar, porque até agora ainda estou procurando aquela "luta pela sobrevivência" prometida na sinopse. 😅 

Bom filme... ou boa sorte.
 E até o próximo post! 🍿🎬

terça-feira, 5 de maio de 2026

Filme : Nasce uma estrela - Pecisamos conversar.

Olá, pessoas! ✨
Senta aqui comigo porque eu preciso MUITO conversar sobre um filme que acabou comigo... 

Já passava da meia-noite. A casa em silêncio, aquela sensação de cansaço misturada com insônia… e eu só queria distrair a cabeça com qualquer coisa leve. 
Fui rolando a Netflix sem muita atenção, até que uma capa de um filme me fez parar.Tinha uma faixa vermelha embaijo que dizia “Indisponível em breve”. Curiosa, cliquei pra ver quanto tempo eu tinha pra assistir e infelizmente eu não tinha muito tempo só até o dia 6 de maio. Não pensei muito. Dei play. 
O filme tinha 2h15 de duração, mas eu mesma me convenci: se eu não aguentar, termino amanhã. Só que eu não sabia… que não ia conseguir parar. E muito menos que não sairia dele a mesma pessoa. 
 
Nasce uma Estrela me pegou de um jeito que eu não sei explicar direito… mas vou tentar. 
Logo no começo, eu já fui surpreendida. Confesso que não esperava tanto da Lady Gaga como atriz. Mas, meu Deus… ela não só atua — ela sente. E canta de um jeito que arrepia. E ao lado de Bradley Cooper, então… a conexão é absurda. Eu amo a voz dele não sei explicar ela é rouca, intensa… impossível não se envolver. 
No início, eu já fiquei tensa. Achando que o Jack ia fazer algum merda sei lá machucar a Ally de alguma forma, o cara era um alcolatra e ainda usava drogas, na minha cabeça aquilo tinha tudo para desmoronar rápido. Mas não. 
Ele acreditou nela antes mesmo de conhecê-la direito. Ele a coloca no palco. Ele a viu como ela realmente é. E ali começa uma história de amor que tinha tudo pra ser linda… se não fosse tão dolorosamente real. Porque o amor estava ali. Mas os vícios também estavam. E eles eram mais fortes. 😔
 Conforme o filme avança, a gente vê o Jack se perdendo. Afundando cada vez mais no álcool, nas drogas, na própria dor. A carreira dele desmoronando, o corpo dando sinais, os ouvidos falhando… e mesmo assim ele se recusa a se cuidar. E aí vem aquela sensação incômoda: isso não começou ali. Fica claro que o buraco é mais fundo. Que ele vem de uma história quebrada, de um passado marcado por um pai alcoólatra… por falta de referência, por ausência de cuidado. E isso me fez pensar — e que eu acho que a gente precisa falar mais: 

Filhos não são bichinhos de estimação. Aquele serzinho que chega tão pequeno, tão dependente, tão inteiro na sua confiança em você… é uma pessoa, com sentimentos, com medos, com uma esponja emocional que absorve tudo — o que você faz, o que você fala, e principalmente o que você não fala. O exemplo ecoa. Às vezes alto, às vezes em silêncio. Mas ecoa. Ele aparece na forma como esse filho vai se ver no espelho um dia. Em como vai enfrentar a dor. Em como vai reagir quando a vida apertar — e a vida sempre aperta não é ?
É o exemplo dos pais que muitas vezes decide se essa pessoa vai se destruir… ou vai se salvar. O Jack me partiu o coração exatamente por isso. Ele tinha uma dor real, legítima — a perda da audição não é pouca coisa, é perder uma parte de si mesmo. Mas em vez de buscar ajuda, ele foi afogando essa dor no álcool, nas drogas, na negação. E quem pagou o preço mais alto não foi ele. Foram exatamente aqueles que ele dizia amar. 
Isso é o tipo de coisa que dói de ver — não porque é ficção, mas porque é real demais. Acontece todo dia, em casas de verdade, com pessoas de verdade. Triste não é nem a palavra certa. É devastador. 

O momento da premiação foi difícil de assistir. Aquilo ali já era o fundo do poço… ou pelo menos eu achei que fosse. Mas não era. Porque depois da reabilitação, quando tudo parece que pode melhorar… vem o silêncio. Vem o peso. Vem a culpa. E o final… O final me quebrou. 😭 Eu chorei. E não foi pouco. Mas não foi só pela história. Foi pela dor dele. Pela sensação sufocante de ser um peso pra quem você ama. De não se reconhecer mais. De ver tudo que você construiu escorrendo pelos dedos… e acreditar que o mundo talvez fosse melhor sem você. E isso… isso dói de um jeito que fica. 

Quando o filme acabou, eu fiquei ali. Parada. Olhando os créditos subirem na tela, mas com a cabeça longe… tentando entender tudo que eu estava sentindo. 

Nasce uma Estrela não é só um filme sobre amor. É sobre dor. Sobre perda. Sobre vícios. Sobre escolhas. Sobre o peso invisível que algumas pessoas carregam todos os dias. E talvez… sobre como nem todo mundo consegue sair do fundo do poço. 
Algumas pessoas… só caem. 
E isso é o que mais assusta.

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