quinta-feira, 18 de junho de 2026

[TAG] - Conheça o blogueiro

Olá, pessoas! 💜 
Hoje trago uma postagem sugerida pelo EntreBlogs, um projeto maravilhoso que encontrei completamente por acaso enquanto boiava, sem rumo, pelo vasto oceano da internet. E foi amor à primeira vista! 
A proposta reúne blogueiros em postagens coletivas, incentiva a troca de experiências e ainda tem um clube do livro... ou seja, eu me senti em casa. 🥰 
Se você tem um blog, super recomendo participar. E se ainda não tem, fica aqui o incentivo: crie um! Além de ser uma forma incrível de compartilhar ideias, você acaba conhecendo pessoas, histórias e cantinhos da internet que fazem a gente acreditar que ela ainda é um lugar muito legal. 
Quando vi essa TAG, fui imediatamente transportada para um passado não tão distante, quando os blogueiros marcavam uns aos outros para responder perguntas. Eu me sentia a própria celebridade da blogosfera quando era indicada, porque significava que alguém pensou em mim e queria conhecer um pedacinho do meu mundo. 
Então, chega de nostalgia e vamos às respostas! 
 
1. Quando surgiu a ideia de criar seu blog? 

Acho que algumas pessoas nascem para falar. Eu nasci para escrever. Sempre fui aquela pessoa tímida que pensava em cinquenta respostas incríveis... três horas depois da conversa terminar.😅 
Então, lá pelos primórdios da internet, quando os blogs dominavam o mundo e o Orkut ainda fazia sucesso, descobri que podia transformar meus pensamentos aleatórios em texto. Desde então nunca mais parei. Já tive vários blogs, cada um representando uma versão diferente de mim. 
O Bagunça com Propósito nasceu porque percebi que minha cabeça é um grande arquivo desorganizado de ideias, listas, livros, receitas, metas, surtos existenciais e piadas ruins. Resolvi colocar tudo isso em um só lugar.. 

2. Origem do nome do seu blog? Trocaria o nome? Por qual? 

Depois de dezenas de tentativas frustradas, olhei para minha mesa: livros empilhados, canecas de café, canetas coloridas, cartas pela metade, um bloco de notas aberto e um gato me julgando. Foi aí que pensei: "Isso aqui é uma bagunça..." Cinco segundos depois veio o complemento: "Mas uma bagunça com propósito." Foi amor à primeira vista. 😻Não trocaria esse nome nem por uma assinatura vitalícia da livraria..👀

3. Você tem outros blogs além deste? 

Já tive vários ao longo da vida. O mais famoso foi o Minha Nada Mole Dieta, onde eu compartilhava meu processo de emagrecimento. O blog cresceu bastante, mas infelizmente minha conta foi hackeada e perdi tudo. Nunca consegui recuperá-lo. 😢 Hoje existe apenas o Bagunça com Propósito... e acho que ele finalmente encontrou um lugar definitivo no meu coração.

4. Já pensou em desistir do seu blog alguma vez? 

Já. 
Principalmente quando eu achava que escrever só fazia sentido se muita gente lesse. Hoje penso diferente. Se uma única pessoa sorrir, se identificar ou terminar um texto meu pensando "nossa, eu também sou assim", então já valeu a pena. 
E, entre nós, escrever faz muito bem para a minha sanidade mental. É mais barato que terapia e ocupa menos espaço que comprar outra caneta... embora eu faça os dois quando possível.. 

5. O que te faz continuar com um blog em tempos de scroll infinito? 

Porque aqui é o meu segundo lugar seguro. (O primeiro é o meu diário). Aqui posso escrever sem pressa, organizar pensamentos e compartilhar um pedacinho da minha vida. E quem chega até aqui não veio porque um algoritmo empurrou um vídeo de 15 segundos, mas porque realmente quis parar, ler e permanecer um pouco. Isso é reconfortante demais.

6. Qual é o seu post favorito no blog? 

No momento é: "Algumas pessoas fazem terapia, outras jogam lixo no telhado dos vizinhos." Nunca imaginei que um surto de vizinhança renderia uma das postagens mais divertidas que já escrevi. Às vezes a vida entrega limões... às vezes entrega sacos de lixo mesmo. 

7. Mande uma mensagem para outros blogueiros. 

Nunca subestimem o poder de um cantinho na internet. Talvez você ache que está escrevendo para poucas pessoas, mas sempre existe alguém que encontra seu texto exatamente no dia em que precisava ler aquilo. 
Continuem escrevendo. Continuem compartilhando. Continuem deixando pedacinhos de vocês espalhados pela internet. O mundo precisa de mais blogs e menos algoritmos decidindo o que merece ser visto. 

Rapidinhas sinceras (do momento) 

 🎵 Uma música: Nothing Else Matters - Metalica 
 📚 Um livro: Cadê você Bernadette? - Maria Semple 
 🎬 Um filme: As Férias da Minha Vida (2006). Simplesmente adoro a Queen Latifah. 
 ✍️ Um hobby: Escrever, decorar e enviar cartas como se ainda estivéssemos nos anos 90.   
 😨 Um medo: Estar em um navio e ele começar a afundar. (Obrigado, Titanic.) 😂 
Uma mania: Falar sozinha. Às vezes me pego andando na rua no meio de uma conversa extremamente interessante comigo mesma. 
 💭 Um sonho: Morar numa casinha cercada por árvores, muitos animais, livros, café fresco e uma internet boa o suficiente para baixar atualização do The Sims sem sofrimento.. 
Não consigo viver sem: Minha dose diária de cafeína. Só considero que minha alma voltou para o corpo depois da primeira xícara generosa de café. 
 🖊️ Tem coleção de alguma coisa? Sim! Canetas, papéis de carta, blocos antigos de fichário, adesivos, cadernos bonitos... Se tem papelaria envolvida, meu autocontrole tira férias.. 
 💜 Do que mais gosto no meu blog? Ele parece comigo. É organizado o suficiente para funcionar e bagunçado o suficiente para ser verdadeiro. Cada detalhe, cada cor, cada postagem tem um pedacinho da pessoa que sou. É praticamente meu diário... só que com layout bonito.. 
 📖 Desejo literário do momento: São tantos que fica difícil escolher, mas no momento eu faria qualquer coisa (legalmente, claro 😂) para ganhar aquele box comemorativo do Stephen King.

Se você também curtu essa TAG, sita-se a vontade para  responde-la também e deixe o link nos comentários! Adoro conhecer novos blogs e sempre aceito indicações de leituras, e pessoas que ainda acreditam que a internet pode ser um lugar aconchegante. 💜✨ 
😘 Beijinhos eaté o proximo post.


Selo 2.0

domingo, 14 de junho de 2026

O preço de amar alguém que nunca esteve realmente ao seu lado

Olá, pessoas! Eu sei, eu sei... andei meio sumida daqui do blog e peço desculpas por isso. 
A vida adulta é uma coisa curiosa: às vezes ela é maravilhosa, cheia de pequenas conquistas e momentos que fazem a gente pensar "até que vale a pena pagar boleto". Mas, na maior parte do tempo, ela simplesmente resolve testar a nossa paciência e sanidade mental. 
Entre trabalho, responsabilidades, cansaço e a eterna sensação de que o dia deveria ter umas cinco horas a mais, fui deixando esse cantinho de lado. 
Mas sobrevivi. E estou de volta 😇
Só que, em vez de falar sobre livros, séries ou alguma obsessão aleatória da semana, hoje trouxe um assunto um pouco mais melancólico. Não porque eu esteja sofrendo por amor (podem guardar os lencinhos), mas porque acompanhei de perto o fim de um relacionamento que durou incríveis 19 anos. E isso me fez pensar em uma pergunta que provavelmente todo mundo já fez em algum momento da vida: Como alguém consegue simplesmente virar a página depois de uma história inteira construída ao lado de outra pessoa? 
Foi pensando nisso que nasceu o texto de hoje. Então pega um café, um chá ou um pedaço de bolo e vem refletir comigo sobre amor, despedidas, e as péssimas decisões que às vezes tomamos quando entregamos nosso coração para a pessoa errada.💔

Vocês já terminaram um relacionamento em algum momento da vida, certo? Agora imaginem um relacionamento longo. Daqueles em que você deposita toda a sua energia, faz de tudo pela pessoa, abre mão de si mesmo, tenta agradar, apoia, incentiva, presenteia e acredita que está construindo um futuro ao lado dela. E então, quando você pensa que as coisas não poderiam estar melhores... a pessoa simplesmente termina tudo. Do nada. 
A justificativa? Você não a satisfaz em nada, não faz as coisas que ela gostaria e ainda não se enturma com as amigas "maravilhosas" dela. 
Eu, sinceramente, não entendo. O que exatamente uma pessoa assim procura? 


Vocês devem estar se perguntando por que estou falando sobre relacionamentos se nem tenho um. Bom... uma pessoa muito próxima de mim acabou de terminar um relacionamento de 19 anos. Isso mesmo: dezenove anos. Uma vida inteira dedicada a alguém que, olhando de fora, talvez nunca tenha dado o mesmo valor em troca. 
Acho que ele estava tão apaixonado que não conseguiu enxergar quem realmente era a pessoa em quem apostou todas as fichas. No lugar dele, eu me sentiria usada e depois descartada. Durante 19 anos ele deixou a própria família de lado para atender aos caprichos da princesa 👑, comprava presentes caros, fazia viagens, organizava a vida inteira em função dela. Raramente recebia a mesma dedicação. 

Só pra ter noção do tamanho disso: em 19 anos dava pra terminar duas faculdades, aprender três idiomas, maratonar a filmografia inteira da Marvel umas dez vezes e ainda sobrar tempo pra plantar uma horta. Ele gastou esse tempo carregando as sacolas de alguém que nem virava o rosto pra dizer obrigado. 😠
Sempre achei esse nível de entrega exagerado. Ele praticamente se anulava para satisfazê-la. E para quê? Para que, na primeira oportunidade, ela simplesmente o chutasse para fora da própria vida como se ele não tivesse importância alguma. 
Lembro que, no início do relacionamento, ela sequer queria assumir que estavam juntos. Preferia mantê-lo como um segredo. Mesmo assim, ele permaneceu ali, acreditando que um dia tudo mudaria. Nos últimos anos eles viajaram juntos, ele pagava tudo o que podia e o que não podia,e parecia genuinamente feliz. Eu realmente pensei que logo estariam morando juntos. Mas eu estava enganada. Depois de receber um presente romântico e cheio de carinho, ela resolveu terminar. 

Dezenove anos. Puta que pariu... dezenove anos.😳 Não consigo parar de pensar nesse número. Ele tinha apenas vinte anos quando começaram a namorar. Uma juventude inteira pela frente, inúmeras possibilidades, e escolheu investir tudo em alguém que talvez nunca o tenha amado da mesma forma. 
Me lembro quando terminei o meu último relacionamento de apenas um ano, achei que morreria de tanto chorar. Nem consigo imaginar o que alguém sente ao perder uma relação que ocupou quase duas décadas da sua vida. 

Sigmund Freud descrevia o término amoroso como uma ferida narcísica. Segundo ele, sofremos porque nossa energia psíquica  (libido) estava profundamente investida no outro. Quando esse vínculo acaba, é necessário um doloroso trabalho de luto para retirar essa energia e, aos poucos, direcioná-la novamente para nós mesmos e para novos afetos. Traduzindo o Freud pro português de quem tá possesso: chorar é necessário, mas que pena que, nessa história, só um lado pagou o preço da entrega total. 

Pensando nisso, lembrei de um episódio de Black Mirror. Nele, as pessoas possuem um implante capaz de acessar qualquer memória com um simples e pequeno controle remoto. Confesso que, em dias de coração partido, essa tecnologia parece um sonho. Imagina poder apertar um botão e apagar a pessoa da memória? Nada de lembrar mensagens antigas, viagens, músicas, fotos ou promessas. E, quando a ex aparecesse feliz com outra pessoa na sua frente, você simplesmente perguntaria: — Desculpa... a gente se conhece? Seria maravilhoso. Ou talvez não. Porque, por mais cruel que seja, a dor também faz parte daquilo que nos transforma. Ela ensina, amadurece e, principalmente, devolve para nós mesmos a energia que durante tanto tempo foi entregue a alguém. 
Uma amiga sempre dizia que a melhor forma de superar um término era encontrar um novo amor. Eu nunca consegui fazer isso. Sempre achei que um coração quebrado precisa de tempo, silêncio, amigos, filmes ruins, comida boa, algumas lágrimas e, principalmente, muito amor-próprio antes de tentar amar outra pessoa. No fim das contas, talvez a maior lição dos relacionamentos seja esta: amar alguém é bonito, mas desaparecer dentro desse amor nunca é. Nenhum relacionamento deveria exigir que você deixasse de existir para manter o outro feliz. 
Sinceramente se algum dia inventarem um botão ou controle remoto para apagar ex da memória, eu provavelmente vou comprar na pré-venda 😬. Mas, pensando bem... talvez sejam justamente essas cicatrizes que nos impedem de entregar o coração para quem nunca pretendeu segurá-lo de verdade.

E vocês? Como reagem a um término? 
Acham que existe um jeito certo de superar alguém? 

Eu de coração espero que essa pessoa tão querida consiga seguir em frente rapidamente.

E se a então ex um dia perceber o que perdeu? 
Talvez perceba. Talvez a ausência faça aquilo que a presença nunca conseguiu: mostrar o valor de quem sempre esteve ali. 
Eu, sinceramente, espero que isso não aconteça. Quem despreza um amor sincero dificilmente entende seu valor enquanto o possui. Ainda assim, somos humanos. Somos feitos de recaídas, esperança e uma estranha capacidade de acreditar que, desta vez, será diferente. Se um reencontro acontecer, torço para que não seja uma repetição da mesma história. Que o amor deixe de ser um ato de renúncia unilateral e passe a ser uma construção compartilhada. Afinal, um relacionamento saudável não é quando uma pessoa se anula para fazer a outra feliz. É quando duas pessoas caminham juntas, sem que nenhuma precise deixar de ser quem é para continuar sendo amada.

Hoje dói, amanhã ainda vai doer, mas tenho a impressão de que esse término foi um livramento. Quem sabe, daqui a algum tempo, ele olhe para trás e perceba que não perdeu o amor da vida dele. Apenas deixou para trás alguém que nunca soube enxergar o valor que ele sempre teve.

Bagunças Favoritas da Semana