O fim de semana chegou e, como sempre, eu fico ansiosa esperando a noite para finalmente me jogar no meu velho e surrado sofá, pegar uma pipoca, um copão de Coca-Cola e mergulhar em algum filme do catálogo dos meus streamings favoritos.
Dessa vez eu queria algo agitado. Tiro, porrada e bomba do começo ao fim, sabe?
Aí dei de cara com Keanu Reeves na capa. Lindo 😍, com aquele cabelo sedoso, a barba por fazer e o olhar inconfundível do nosso eterno John Wick.
Pronto. Já estava vendida.
A descrição dizia: "Um traficante de diamantes vai à Sibéria em busca de seu parceiro desaparecido, mas essa viagem se transforma em uma verdadeira luta pela sobrevivência."
Agora me respondam, caros leitores...
O que vocês esperam de um filme com essa sinopse?
Eu esperava no minimo uma luta intensa pela sobrevivência.
Pois bem...
Tenho o desprazer de informar que eu esperei...
Esperei...
Esperei durante 1 hora e 44 minutos... e essa tal luta pela sobrevivência simplesmente nunca chegou. 😕
Existe um princípio básico para contar qualquer história: saber para onde ela quer ir.
Você apresenta os personagens, desenvolve a trama, cria conflitos e conduz tudo para um grande clímax.
Só que Sibéria parece ter faltado nessa aula.
Mesmo com Keanu Reeves no elenco, o filme nunca decide que história quer contar. No fim das contas, ele se resume a vários planos do protagonista fazendo sua tradicional expressão de "estou pensando profundamente" enquanto caminha por cenários congelantes da Rússia.
E só. 😒
Lucas Hill (Keanu Reeves) é um negociador ilegal de diamantes que viaja até a Sibéria para encontrar seu sócio desaparecido, Pyotr (Boris Gulyarin).
O problema?
Pyotr nunca aparece.
Sério.
O sujeito desaparece antes do filme começar e passa o filme inteiro sendo apenas mencionado.
Somos jogados no meio da história sem praticamente nenhuma explicação sobre quem ele é, por que desapareceu ou por que simplesmente resolveu abandonar Lucas com um problemão nas mãos.
Até aí eu pensei:
"Calma... isso deve fazer parte do mistério."
Que nada.
Assim que chega à Rússia, Lucas parece esquecer completamente o motivo da viagem e resolve investir seu tempo na primeira mulher que cruza o caminho dele: Katya (Ana Ularu).
E é aqui que o filme começa a desandar de vez.
Agora preciso comentar a cena que quase me fez desligar a TV.
Lucas conhece Katya em um bar.
Os irmãos dela, que fazem pose de machões, resolvem partir para cima dele.
E aí acontece o impensável...
O John Wick apanha de dois bêbados num estacionamento. 😲
Meu amigo...
Que isso?
Eu fiquei uns vinte minutos olhando para a televisão tentando entender se era pegadinha.
O homem simplesmente leva uma surra, fica largado no chão e precisa ser resgatado pela moça do bar, que o leva para casa.
Eu olhava para a tela pensando:
"Em que universo paralelo isso aconteceu?"
Depois dessa surra histórica, Lucas passa a noite na casa de Katya.
Os dois começam um romance...
Do nada.
Sem construção.
Sem química.
Sem motivo.
Quando você percebe...
Eles já estão na cama.
E pronto.
Surge outro conflito envolvendo os irmãos ciumentos da moça... que também não leva a absolutamente lugar nenhum.
Aliás, essa parece ser a proposta do roteiro:
Criar conflitos.
Esquecer deles.
Criar outros.
Esquecer também.
E seguir em frente como se nada tivesse acontecido.
Falando no casal...
Desculpa, mas não existe química nenhuma entre os dois.
Os diálogos são vazios, artificiais e só deixam ainda mais evidente o quanto o roteiro é fraco.
Em determinado momento descobrimos que Lucas é casado e que sua esposa está esperando por ele em casa. Essa revelação parece existir apenas para tentar dar algum peso dramático às inúmeras cenas de sexo entre Lucas e Katya. E falando nisso...
Que cenas estranhas.
Não são nada sensuais.
Não desenvolvem os personagens.
Não fazem a história andar.
Só estão ali ocupando tempo de tela.
Eu sinceramente esperava muito mais de um filme que conta com um ator como Keanu Reeves.
Ou talvez o problema tenha sido meu excesso de expectativa. Sei lá .
Quando finalmente chega o terceiro ato, pensei:
"Agora vai."
Agora começa a perseguição.
Agora vem a ação.
Agora explode alguma coisa.
Agora o John Wick desperta.
Não.
Não desperta.
Não explode.
Não acontece.
A resolução é preguiçosa e acaba enterrando qualquer esperança de um final realmente impactante.
E, meus amigos...
Não existe UMA única cena de ação realmente empolgante.
Você passa o filme inteiro esperando...
E continua esperando até aparecerem os créditos.
Sibéria não entrega suspense.
Não entrega ação.
Não entrega romance.
E, sinceramente, não entrega quase nada.
É uma pena.
A Rússia é um cenário incrível para histórias envolvendo crime organizado, conspirações, espionagem e suspense.
O filme tinha tudo para construir uma narrativa tensa e envolvente.
Mas prefere seguir um caminho lento, arrastado e sonolento.💤😴
O romance serve apenas como desculpa para inserir várias cenas de sexo que não acrescentam absolutamente nada na drama.
Os personagens são rasos.
Os conflitos não são resolvidos.
O mistério não convence.
E o filme simplesmente termina.
✔ Decepção.
✔ Raiva.
✔ Pena.
✔ E algumas boas bocejadas.
Eu sentei esperando tiro, porrada e bomba.
Recebi frio, silêncio, sexo aleatório sem química nenhuma e uma enorme vontade de conferir se ainda faltava muito para acabar.
No fim das contas...
Quem realmente lutou pela sobrevivência fui eu tentando permanecer acordada até os créditos finais.
Sibéia
lançamento: 13 de julho de 2018 (Brasil)
Diretor:
Matthew Ross
Duração: 1h 44m
Gêneros: Ação, Romance, Drama, Aventura, Melodrama, Suspense, Crime, Mistério, Ficção policial
Nota: ⭐⭐⭐ 3/10
P.S.: Keanu Reeves continua lindo. O problema definitivamente não era ele... era todo o resto.
Eu adoro saber a opinião das pessoas, principalmente quando ela é completamente diferente da minha. Vai que fui eu quem implicou demais, né? 😂
E, se você ainda não assistiu, fique à vontade para tirar suas próprias conclusões. Só vou dar um conselho de amiga: vá com a expectativa lá no chão. Acho que esse é o segredo para não se decepcionar com um filme estrelado pelo Keanu Reeves...
Quem sabe você goste mais do que eu. E, se gostar, por favor, me explique o que eu deixei passar, porque até agora ainda estou procurando aquela "luta pela sobrevivência" prometida na sinopse. 😅
Bom filme... ou boa sorte.
E até o próximo post! 🍿🎬



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